Empresas de carregadores domésticos para carros elétricos disparam

David Martell, CEO da fabricante britânica de carregadores domésticos de veículos elétricos EVIOS, conecta um carro na sede da empresa em Bedford

Por Nick Carey e Paul Lienert

BEDFORD, Reino Unido (Reuters) - Com os veículos elétricos em alta, a disputa por participação de mercado entre as startups que vendem carregadores domésticos está esquentando e isso alimentará mais negócios no setor, à medida que dezenas de milhões de unidades serão instaladas globalmente na próxima década.

"É um setor em alta, atraiu muito talento e capital", disse Carlos Fisch, diretor da empresa de capital de risco Seaya Venture, especializada em tecnologias disruptivas e sustentáveis, tendo cerca de 8% da empresa espanhola de recarga Wallbox. "Esperamos uma grande consolidação."

Fisch disse que os vencedores serão aqueles com software superior para gerenciar a energia em casa e carregamento bidirecional, permitindo que os donos dos veículos carreguem de forma mais barata à noite e vendam energia de volta à rede a taxas mais altas durante os horários de pico, "transformando a bateria de um centro de custo em centro de lucro".

A consolidação já começou, com uma série de pequenas startups compradas. Os compradores incluem empresas de serviços públicos como a francesa EDF e a norueguesa Statkraft, gigantes do petróleo como BP, Shell e outras. A empresa industrial alemã Siemens tem um negócio de carregadores domésticos e a unidade de carregamento de veículos elétricos da Volkswagen, Electrify America, entrou no mercado residencial no início de 2021.

A cobrança das recargas públicas é um grande desafio em cidades de Estados Unidos e da Europa, onde cerca de 60% dos residentes têm acesso ao carregamento residencial.

A Juniper Research estima que 35 milhões de carregadores domésticos serão instalados no mundo até 2026. A Ernst & Young prevê que somente a Europa terá 56 milhões de carregadores EV domésticos até 2035.

Os preços dos carregadores domésticos variam de 600 a mais de mil dólares, fora a instalação, então dezenas de bilhões de dólares estão em jogo. Os donos de veículos elétricos usam carregadores domésticos para cerca de 80% do carregamento.

"Estamos nisso porque achamos que será um mercado enorme", disse David Martell, executivo-chefe da recém-formada startup britânica de carregadores de veículos elétricos Evios.

Martell, que também fundou a empresa de carregadores de veículos elétricos Chargemaster, que a BP comprou em 2018 por cerca de 155,3 milhões de dólares, planeja expandir a startup para a Alemanha e a Holanda em 2023.

A Evios criou um carregador projetado com um aplicativo que pode funcionar integrado com a Alexa, da Amazon, ou o Google Home, conectando-se a painéis solares e permitir oito usuários diferentes para que os vizinhos possam usá-lo.

A startup se junta a empresas como Pod Point, que no fim de 2021 tinha 137 mil carregadores instalados. A Pod Point também vende carregadores para escritórios e públicos, e o presidente-executivo Erik Fairbairn disse que a receita da Pod Point aumentou 86% este ano.

A Wallbox, também de carregadores, tem operações em toda a Europa e foi lançada nos Estados Unidos em 2021. A empresa já vendeu cerca de 200 mil carregadores e espera que a receita aumente em até 190%, para 206,8 milhões de dólares este ano e atinja 1 bilhão de dólares até 2025.

Os consumidores norte-americanos têm sido mais lentos na adoção dos veículos elétricos, mas isso está mudando.

"Vimos a demanda dos EUA por carregamento residencial crescer drasticamente e se equiparar à Europa", disse o chefe de mobilidade eletrônica da Siemens na América do NorteJohn DeBoer.

(Por Nick Carey, Paul Leinert e Christoph Steitz)

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