Empresas de maconha veem Brasil como mercado potencial

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Produtos medicinais já são consumidos por mais de 10 milhões de pessoas no país. Foto: Getty Images.
Produtos medicinais já são consumidos por mais de 10 milhões de pessoas no país. Foto: Getty Images.
  • Produtos medicinais já são consumidos por mais de 10 milhões de pessoas no país

  • Projeto de lei ainda precisa ser aprovado pelo Senado e pelo presidente

  • Regiões como Minas Gerais e Pernambuco são vistas como possíveis produtoras

Desde 2019, a Anvisa passou a permitir a venda, importação e produção de produtos à base de cannabis. A partir desta mudança de regulação, grandes empresas do setor tem visto no Brasil um potencial mercado consumidor. Entre elas, estão a Clever Leaves da Colômbia e a Canopy Growth do Canadá, que já vendem produtos medicinais feitos de maconha para cerca de 13 milhões de pessoas no país.

Um projeto de lei para legalizar o plantio de maconha já foi aprovado por uma comissão da Câmara dos Deputados, tendo ainda que ser votado no Senado e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro. O projeto tem o apoio de parte da bancada ruralista, que apoiou a eleição de Bolsonaro em 2018.

Regiões como Viçosa (MG) são vistas como possíveis locais de produção de cânhamo e cannabis. Na cidade mineira, pesquisadores estão desenvolvendo variedades da planta que sejam adaptadas ao clima local. Já no estado de Pernambuco, o fundador da empresa canadense VerdeMed vê a possibilidade de plantar cânhamo no sertão. De acordo com especialistas, o Brasil poderia se tornar um grande produtor se as leis de cultivo forem aprovadas.

O país poderia passar até a China em termos de produção — bastaria utilizar uma parte dos 3 milhões de quilômetros quadrados aptos para cultivo. O país asiático é atualmente o maior produtor de cânhamo, usando cerca de 670 quilômetros quadrados.

O clima local também faz os olhos dos empresários estrangeiros brilharem. Com a umidade e a incidência de luz solar, o cultivo no Brasil não dependeria tanto de estufas. David Culver, da Canopy Growth, afirmou que a empresa continua “monitorando ativamente o avanço da legislação sobre cânhamo no Brasil”.

As informações são do Época Negócios.

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