Empresas oferecem assinatura de berço, cadeirinha e brinquedos

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SÃO PAULO, SP, 13.09.2021 - Economia compartilhada no segmento - Na foto, brinquedos separados para locação no depósito do Clube do Brinquedo. Wagner Heilman abriu o Clube do Brinquedo quando ganhou o segundo filho. Hoje a empresa tem um acervo de 5 mil itens para alugar, de cadeirinhas para bebês a brinquedos. (Foto: Keiny Andrade/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 13.09.2021 - Economia compartilhada no segmento - Na foto, brinquedos separados para locação no depósito do Clube do Brinquedo. Wagner Heilman abriu o Clube do Brinquedo quando ganhou o segundo filho. Hoje a empresa tem um acervo de 5 mil itens para alugar, de cadeirinhas para bebês a brinquedos. (Foto: Keiny Andrade/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em vez de comprar, muitos pais e mães têm optado por alugar móveis e brinquedos para seus filhos —itens que, em geral, exigem um investimento alto mas são usados por um período curto.

Há mais de uma década nesse mercado, o Clube do Brinquedo registra hoje cerca de mil locações mensais. O catálogo, organizado por faixas etárias, inclui acessórios como berço portátil desmontável e cadeirinha para automóvel, além dos brinquedos, que vão de bonecos musicais a motocicletas elétricas.

“As pessoas não se dão conta do quanto perdem espaço em casa com produtos caros que logo viram estorvos”, diz Wagner Heilman, 43, fundador da companhia.

Ele teve a ideia de abrir o negócio em 2009, quando sua filha tinha dois anos e o outro estava a caminho. “Na época, o conceito da economia compartilhada não havia chegado ao setor, como era comum em outros países. Achei que era uma boa oportunidade e elaborei um business plan”, diz.

Com investimento inicial de R$ 300 mil, Wagner lançou o Clube do Brinquedo com um acervo de 400 produtos. Hoje, já são 5.000.

Os clientes pagam mensalidades, que variam de R$ 60 a R$ 250 conforme o número de itens e o valor de cada um deles. O acessório mais pedido é a cadeirinha Mamaroo, que balança o bebê simulando os movimentos do colo. Ela só pode ser alugada por quem contrata um dos planos mais caros —a partir de R$ 210 por mês.

A empresa faz a entrega e a retirada dos produtos em endereços na Grande São Paulo, em veículos próprios, com direito a montagem quando necessário. Na sede da empresa, na zona oeste da capital paulista, oito funcionários fazem a revisão e higienização das peças após a devolução.

Fundada em 2020, a Spaceflix, empresa de aluguel de móveis por assinatura, também decidiu apostar no público infantil. Lançada em junho deste ano, a linha para quarto de bebê oferece, por enquanto, dois modelos de berço, um de cômoda, outro de mesinha de cabeceira e objetos decorativos.

“Em geral, as pessoas precisam optar entre móveis entregues rapidamente, com baixa qualidade, e modelos caros e robustos, que demandam até 60 dias de espera. Nós unimos as duas pontas e entregamos em sete dias”, afirma o empresário Fabio José Riccó, 43, fundador da Spaceflix e herdeiro da fábrica de móveis Riccó, há 146 anos no mercado.

A assinatura, a partir de R$ 70 por mês, inclui entrega, montagem e retirada —o estoque fica na zona leste de São Paulo. Quando quiser devolver a peça, o cliente deve avisar com 30 dias de antecedência para suspender o contrato, mas, caso prefira, o móvel já pode ser retirado no prazo de sete dias.

De acordo com Marcos Rabello, gestor de projetos do Sebrae-SP, o momento é excelente para empreender nesse nicho de mercado.

“É um segmento maduro na Europa e nos Estados Unidos, onde é possível alugar praticamente tudo, mas que ainda está no começo aqui no Brasil. Há muitas oportunidades e pouca concorrência”, diz.

No entanto, justamente por se tratar de um terreno novo e pouco explorado, exige mais do empreendedor. O público-alvo, afirma Rabello, costuma ser os chamados millenials, que têm entre 25 e 40 anos. Sem tanto apego a bens materiais, eles são mais simpáticos à ideia de alugar em vez de comprar.

Para atingir essa clientela muito conectada, é preciso atuar prioritariamente no meio digital. Também é importante investir em planejamento logístico. “O consumidor que opta pela locação quer solução rápida e praticidade. Se a empresa não consegue atendê-lo, ele vai facilmente para a concorrência.”

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