Trump afirma que as Coreias têm sua "bênção" para fechar acordo de paz

Miami (EUA), 17 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que as duas Coreias têm sua "bênção" para alcançar um acordo e pôr fim à guerra que travaram entre 1950 e 1953, e que terminou com um armistício nunca substituído por um tratado de paz definitivo.

Trump fez essas declarações antes de reunir-se com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, no seu clube privado de Mar-a-Lago, em Palm Beach (Flórida), e pouco antes do encontro de 27 de abril entre o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in.

"A Coreia do Sul vai se reunir, tem planos de se reunir com a Coreia do Norte para ver se podem pôr fim à guerra e têm a minha bênção para isso", declarou Trump.

O próprio Trump se reunirá com Kim "no início de junho ou antes disso, assumindo que tudo corra bem", segundo disse hoje o presidente americano.

Trump deve abordar o diálogo com a Coreia do Norte em reunião com Abe, a quem considerou "um perfeito cavalheiro" pouco antes da reunião em mensagem pelo Twitter.

O protagonismo assumido por Seul e Pequim nos contatos prévios às cúpulas com a Coreia do Norte deixou Tóquio em segundo plano, onde o governo de Abe sempre se mostrou cético a respeito do diálogo com Pyongyang.

Nesse aspecto, o premiê japonês pedirá ao presidente americano que aborde com Kim o assunto dos japoneses sequestrados pela Coreia do Norte e a cessação de todos seus testes de mísseis.

"Quero confirmar que se manterá a máxima pressão sobre a Coreia do Norte para conseguir a destruição completa, verificável e irreversível do seu arsenal nuclear e balístico", destacou Abe em entrevista à imprensa antes de partir aos Estados Unidos.

Sobre a mesa também estará o giro protecionista da Casa Branca, que planeja impor tarifas sobre as importações de aço e alumínio a vários países, entre eles o Japão.

Segundo disseram hoje funcionários americanos, o governo de Trump está considerando a possibilidade de fazer concessões ao Japão e inclui-lo entre os países isentos dessas tarifas. EFE