Empresas se isolam de Carlos Wizard após envolvimento do bilionário com bolsonarismo

·3 minuto de leitura
Luciano Hang e Carlos Wizard
Luciano Hang e Carlos Wizard
  • Empresas que tinham ligação com Carlos Wizard buscam se afastar do empresário.

  • Bilionário se envolveu com bolsonarismo.

  • Agora, ele está na mira da CPI da Covid.

Um grupo de empresas que em algum momento tiveram relação com o hoje bilionário Carlos Wizard, um dos investigados pela CPI da Covid, estão buscando se afastar da imagem do empresário – num esforço para não terem a reputação envolvida com a de Wizard.

Leia também:

As informações são de reportagem do portal de notícias Terra.

Wizard optou por ficar calado no seu depoimento na CPI da Covid, e é entusiasta do bolsonarismo, além de defender tratamentos que sem eficácia contra o coronavírus.

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Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, Flávio Augusto, CEO da Wiser Educação, grupo que controla a Wise Up, onde Wizard tem 35% de participação, disse que o bilionário é “apenas um acionista”, que não participa do conselho.

"O Carlos é minoritário e nunca participou da gestão nem interage em nada na companhia. Quando ele começou a se aproximar do governo, no passado, fui muito categórico nas minhas redes em dizer que não tinha conhecimento do assunto", disse ao Estadão. "Se ele pedisse a minha opinião, eu não concordaria. Mas ele é livre e faz aquilo o que deve fazer. Para nós, não atrapalha em nada, pois é uma posição pessoal dele. Eu só lamento."

Outro exemplo é o das escolas Wizard, fundadas pelo próprio empresário, que chegou a divulgar comunicado na Internet sobre o assunto:

“A Wizard pertence a Pearson desde 2014 e nosso posicionamento é muito diferente de Carlos Martins. Venha ver! Você sabia? Desde 2014, a Wizard by Pearson faz parte da maior empresa de aprendizagem do mundo, a Pearson. Naquele ano, a multinacional britânica adquiriu a totalidade dos direitos e do controle sobre a marca, passando a ser sua única proprietária e encerrando por completo qualquer vínculo entre a rede de escolas de idiomas e o seu ex-dono, o empresário Carlos Martins.”

Bilionários Carlos Wizard e Luciano Hang lideravam grupo para comprar vacina na mira da CPI

Os empresários bilionários Carlos Wizard, da rede de escolas de idioma, e Luciano Hang, o controladora da rede de varejo Havan, lideraram o grupo que negocia compras das vacinas do laboratório chinês CanSino.

As negociações também estão na mira das investigações da atual CPI da Covid. As informações são de reportagem do site O Antagonista.

Tanto Hang quanto Wizard estão na lista dos empresários mais ricos do Brasil, com fortuna avaliada na casa dos bilhões de reais. Ambos são também intimamente ligados ao presidente Jair Bolsonaro.

Segundo reportagem do jornal O Globo, em junho o governo assinou carta de intenção com a Belcher Farmacêutica que previa que cada dose da vacina fosse comprada por US$17, cerca de R$84 na cotação atual da moeda americana.

Seria o valor mais alto pago pelo Brasil para a compra de doses de vacinas contra a Covid.

Tanto Wizard quanto Hang chegaram a participar, em março, junto a um dos sócios da Belcher, Emanuel Catori, de uma transmissão ao vivo sobre as negociações da vacina da CanSino.

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