'Encerrou-se um ciclo, mas futuro ainda é incerto', diz procurador veterano da Lava-Jato

Cleide Carvalho
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Divulgação/MPF-PR

SÃO PAULO — Um dos mais experientes procuradores que integraram a força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba, Januário Paludo, que atualmente atua em Porto Alegre e é membro da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão (Combate à Corrupção) do MPF, afirma que o futuro do combate à corrupção ainda é incerto, mas que governos são transitórios e que a sociedade sempre reclamará pelo fim dos desmandos.

Para ele, instituições como o MPF, longe de se dobrarem às circunstâncias do momento, se reciclam e renascem mais fortes do que antes. Nesta quarta-feira (3), a força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba foi oficialmente desfeita, e seus integrantes foram aborvidos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Em entrevista ao Globo, Paludo defende o modelo de forças-tarefas, a quem credita o sucesso da operação contra a corrupção, e diz que países como os Estados Unidos apostam nesse tipo de organização do trabalho de investigadores há mais de 20 anos.

Como você vê o fim da força-tarefa da Lava-jato em Curitiba?

Encerrou-se um ciclo sabidamente de sucesso no combate à corrupção, de resultados inquestionáveis, nunca antes alcançados. O futuro ainda é incerto.