Enchentes na Malásia obrigam quase 250 mil pessoas a deixarem casas

KUALA LUMPUR (Reuters) - As piores enchentes da Malásia em uma década obrigaram quase 250 mil pessoas a deixarem as suas casas, disseram autoridades nesta terça-feira, enquanto o governo continua sendo criticado pelo que foi considerado uma resposta lenta ao ocorrido. O Conselho de Segurança Nacional afirmou que os níveis “excepcionalmente altos” das águas haviam desconectados os agentes de socorro com os centros de ajuda. O número de mortes subiu para 21 no nordeste. Na vizinha Tailândia, 15 pessoas morreram. A maior parte das críticas são dirigidas ao primeiro-ministro Najib Razak, por causa da sua ausência durante o desastre, depois que ele foi fotografado jogando golfe com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no Havaí. “Não importa o quão preparados possamos estar, haverá sempre um desastre maior e mais destruidor, que testa a capacidade e os recursos do país”, disse o conselho num comunicado publicado num site de notícias. O integrante da oposição Tony Pua denunciou a relutância do governo em declarar um estado de emergência e a “completa falta de urgência” em convocar uma reunião do conselho. “Temos um governo sem líder e sem resposta urgente, coesa e ativa ao caos”, declarou Pua em comunicado. O nordeste da Malásia e o sul da Tailândia foram atingidas por enchentes durante a monção anual, mas neste ano a chuva foi particularmente intensa. O leste da Malásia abriga muitos campos de arroz, mas as autoridades não forneceram uma estimativa inicial dos danos. Na terça-feira, Najib visitou Kelantan, um dos oito Estados atingidos pelas enchentes, onde o nível da água abaixou e permitiu a reabertura de muitas rodovias. Cinco províncias do sul da Tailândia continuam com o nível alto das águas. Cerca de dez mil pessoas foram retiradas das suas casas. (Reportagem de Al-Zaquan Amer Hamzah em Kuala Lumpur e Kaweewit Kaewjinda em Bangcoc) ((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759)) REUTERS ES