Encher o tanque com gasolina no Brasil ficou até R$ 100 mais caro em um ano

Em um ano, o preço do litro da gasolina subiu 20,2% a mais que a inflação oficial
Em um ano, o preço do litro da gasolina subiu 20,2% a mais que a inflação oficial
  • Preço da gasolina atingiu um novo recorde nos postos de combustível;

  • Conflitos entre Rússia e Ucrânia ainda influenciam no preço;

  • Esse é o valor mais alto pago pelos consumidores desde que a ANP passou a apresentar semanalmente os preços.

Ter um carro no Brasil é um artigo cada vez mais de luxo. Além do preço dos próprios veículos, encher o tanque também está ficado mais caro a cada dia. Se em abril de 2021 era possível encher o tanque de um carro como o Fiat Strada com R$ 312,95, agora é preciso desembolsar R$ 101,20 a mais para conseguir a mesma quantidade de gasolina.

Em abril de 2021 o preço médio do litro da gasolina era de R$ 5,69. Em abril deste ano, o valor médio já saltou para R$ 7,53, uma alta de R$ 1,84 (32,3%). Já do etanol, disparou 37,9%, segundo levantamento da Tickt Log e divulgado pelo Autoesporte. Antes o litro do etanol saía por R$ 4,22, um ano depois o preço médio ficou em R$ 5,82.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), que mede a prévia da inflação oficial do Brasil, foi de 12,03% nos últimos 12 meses. Isso significa que, em um ano, o preço do litro da gasolina subiu 20,2% a mais que a inflação oficial, já do etanol, a alta foi 25,8%, respectivamente.

Preço recorde

Em dados apresentados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço da gasolina no fim de abril ficou em R$ 7,270 na semana entre os dias 17 e 23 de abril. Isso representa uma alta de 0,70% em relação à semana anterior.

Esse é o valor mais alto pago pelos consumidores desde que a ANP passou a apresentar semanalmente os preços. De acordo com a Petrobras, os aumentos são motivados especialmente pelos conflitos entre Rússia e Ucrânia.

No começo de abril, o barril de petróleo tipo Brent superou a marca dos US$ 130, registrando o maior valor da commodity em quase 14 anos. Como a política de preços adotada pela Petrobras segue o valor internacional, os brasileiros pagam pelas variações no mercado internacional.

Quem não tem carro também é afetado

Atualmente, 60% do que é consumido e produzido no país é transportado pelas estradas, segundo dados da Confederação Nacional dos Transportes.

Ou seja, quando a gasolina ou diesel ficam mais caros, isso também impactará no preço de diversos outros produtos. Soja, arroz, cevada e trigo são alimentos produzidos no país e que dependem do transporte realizado por caminhões, por exemplo.

A consequência é sentida diretamente no aumento do preço da cesta básica. Nos últimos anos, comidas e bebidas tiveram uma alta de 37%, enquanto o rendimento médio do trabalhador subiu apenas 19,7%. Com a alta nos preços, a inflação também acelera.

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