Encomendas do núcleo de bens de capital dos EUA ficam estáveis em julho

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Trator da John Deere e outras máquinas em fazenda de Indiana, EUA

WASHINGTON (Reuters) - As novas encomendas do núcleo de bens de capital fabricados nos Estados Unidos ficaram estáveis em julho, mas uma aceleração nas remessas sugere que o investimento empresarial em equipamentos pode compensar a desaceleração prevista nos gastos do consumidor e manter a economia em uma trajetória de crescimento sólido no terceiro trimestre.

O Departamento do Comércio informou nesta quarta-feira que a leitura inalterada nas encomendas de bens de capital fora do setor de defesa excluindo aeronaves, indicador observado de perto para planos de gastos empresariais, no mês passado deu-se após alta de 1,0% em junho.

Economistas consultados pela Reuters previam que as encomendas do núcleo de bens de capital subiriam 0,5%.

As remessas do núcleo de bens de capital subiram 1,0%, após alta de 0,6% em junho. Esse dado é utilizado para calcular os gastos com equipamentos na medição do Produto Interno Bruto (PIB) pelo governo.

O investimento empresarial em equipamentos ajudou a impulsionar a recuperação da economia de uma recessão curta e acentuada da pandemia, estimulada pela forte demanda por bens, graças às baixas taxas de juros e ao enorme estímulo fiscal.

A força, que tem persistido apesar dos gargalos na cadeia de abastecimento, é bem-vinda em meio a sinais de que os gastos do consumidor estão diminuindo, já que a variante Delta do coronavírus vem causando um ressurgimento de novas infecções em todo o país.

"As encomendas do núcleo de bens de capital tiveram uma retomada notável durante o ano passado e mostraram poucos sinais de desaceleração", disse Sam Bullard, economista sênior do Well Fargo. "Embora as encomendas de bens duráveis em geral possam desacelerar nos próximos meses, conforme os consumidores diminuem seus gastos e o setor automotivo enfrenta problemas de abastecimento, o desejo das empresas em investir e reabastecer os estoques deve sustentar a demanda."

Na semana passada, economistas do Goldman Sachs cortaram sua estimativa para o crescimento do PIB dos EUA no terceiro trimestre a uma taxa anualizada de 5,5%, ante 9%. O Bank of America Securities reduziu sua estimativa de crescimento do PIB neste trimestre de 7,0% para 4,5%.

A economia cresceu 6,5% no segundo trimestre, elevando o nível do PIB acima de seu pico no quarto trimestre de 2019.

(Por Lucia Mutikani)

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