Enem 2020: com pico de casos, Manaus anuncia que não vai liberar escolas municipais para exame

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RIO - A Prefeitura de Manaus decidiu não liberar as escolas municipais para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e pedirá nova data de aplicaçao na cidade. O motivo é o alto número de casos, hospitalizações e mortes por Covid-19 na cidade. A aplicação das provas está marcada para começar nesse domingo.

No total, 38 escolas seriam cedidas para a realização das provas. O secretário municipal de Educação de Manaus, Pauderney Avelino, alega que quer evitar aglomerações nas unidades de ensino e a propagação da Covid-19. Ainda conforme o poder municipal, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) enviou ao Ministério Público Federal (MPF-AM) um ofício com os motivos da não liberação.

— É uma temeridade, sobretudo nesse momento. Hoje é dia 13. A prova será daqui a quatro dias e sabemos que a situação de Manaus em relação a pandemia não vai acalmar até lá. Abrir as escolas para o Enem representa aglomeração na frente e no interior delas. Enviamos as nossas razões ao Ministério Público e também sugerimos que o Enem seja adiado — informou o secretário Pauderney Avelino.

Na última terça-feira, a Justiça Federal em São Paulo negou o pedido de adiamento das provas. As datas foram mantidas, mas ficou decidido que cabe aos munícipios, a depender da situação epidemiológica da cidade, impedir a realização do exame — se isso acontecer, o Inep, responsável pela prova, terá que reaplicar a prova.

A capital do Amazonas vive um novo surto da Covid-19 e sofre mais uma vez com hospitais e cemitérios lotados. Em 12 dias, o número de novas internações superou o total de abril e colocou janeiro como o mês com mais hospitalizações pela doença. Na terça (12), houve recorde de enterros diários desde o começo da pandemia: 166 sepultamentos. Do total de mortes, 85 tiveram a causa declarada como Covid-19.