Enem 2020: secretários de Saúde pedem ao ministro da Educação que exame seja adiado

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Foto: Getty Images
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O Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) aprovou uma posição conjunta para defender que o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), marcado para começar no próximo domingo (17), seja adiado em razão do novo avanço da pandemia de Covid-19 no Brasil.

O pedido é dirigido ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, que negou a possibilidade de adiar o exame. As informações são do G1.

"Apesar dos jovens terem menor risco de desenvolver formas graves e tampouco estar prevista a vacinação da população com menos de 18 anos, o aumento da circulação do vírus nesta população pode ocasionar um aumento da transmissão nos grupos mais vulneráveis", diz a carta assinada pelo presidente do Conass, Carlos Lula (secretário do Maranhão), divulgada pelo portal.

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Nesta terça-feira (12), a Justiça Federal em São Paulo negou um pedido de adiamento das provas do Enem.

Nesta terça (12), a Justiça Federal em São Paulo negou o pedido de adiamento das provas do Exame 2020. Com isso, estão mantidas as datas de realização da prova: 17 e 24 de janeiro (versão impressa).

Segundo consta na decisão, caso uma cidade apresente elevado risco de contágio que justifique medidas severas de restrição de circulação, autoridades locais devem impedir a realização da prova. A partir daí, o Inep, órgão responsável pela organização da prova, organizará a reaplicação do exame.

"Não é adequado realizar um exame nacional destas proporções num contexto de alta transmissão da doença [Covid-19] e em realidades tão assimétricas no país. Todos os estados possuem regiões de alta transmissão", afirmou Nésio Fernandes de Medeiros Junior, secretário estadual de Saúde do Espírito Santo, no Twitter.

O Brasil vive um momento crítico da pandemia mais uma vez. Há cinco dias, nenhum estado apresenta queda nos seus índices de Covid-19. Nesta terça-feira (12), de acordo com o próprio Conass, foram 1.110 mortes em 24h, além de mais de 64 mil casos.

No total, o país registra 204.690 mortos e 8.195.637 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus.