Enem 2021: com 4 milhões de inscritos, número é o menor desde 2007

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Students and their families gather before the beginning of the ENEM, Exame Nacional do Ensino Medio (National High School Exam), during the outbreak of the coronavirus disease (COVID-19), at UNIP Vergueiro test site in Sao Paulo, Brazil January 17, 2021. REUTERS/Amanda Perobelli
Estudantes esperam em frente à um local de prova do Enem 2020 em São Paulo. Foto: REUTERS/Amanda Perobelli
  • Número final de candidatos pode ficar ainda menor após prazo de pagamento da taxa de inscrição

  • Em 2019 foram mais de 6 milhões de inscritos, mas houve recorde de abstenção

  • Prova impressa e digital será aplicada no mesmo dia

A edição de 2021 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) teve 4.004.764 pessoas inscritas, segundo informou nesta quinta-feira (15) o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que aplica a prova.

Esta é a menor quantidade de inscritos desde o Enem 2007, quando 3,57 milhões de estudantes fizeram a inscrição.

É a menor quantidade de inscritos também desde 2009, quando o Enem passou a ter o formato que tem até hoje. O número de inscritos, no entanto, pode cair ainda mais, após o período de envio da confirmação do pagamento da inscrição. O prazo para a realização do pagamento vai até a próxima segunda-feira (19), e é imprescindível para a confirmação da inscrição.

Em relação a 2020, o número de inscritos é 34% menor. No ano passado, foram 6,1 milhões de inscritos e 5,8 milhões realizaram o exame.

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Em 2021, diferente de como foi feito ano passado, as provas impressas e digitais serão aplicadas nos mesmos dias: 21 e 28 de novembro. Além disso, elas terão as mesmas questões. O Enem digital será exclusivo para candidatos que já concluíram o ensino médio ou estão concluindo em 2021.

Dos inscritos, 3.903.664 deverão fazer a versão impressa. Já a versão digital teve as 101.100 vagas ofertadas preenchidas.

Confira o calendário e os horários

Como ocorreu nos últimos anos, o Enem será realizado em dois domingos. As disciplinas e as questões serão divididas da seguinte forma:

  • 21 de novembro

  1. 45 questões de linguagens;

  2. 45 questões de ciências humanas

  3. uma redação.

  • 28 de novembro

  • 45 questões de matemática

  • 45 questões de ciências da natureza.

Os horários de aplicação das provas serão os seguintes:

  • Abertura dos portões: 12h

  • Fechamento dos portões: 13h

  • Início das provas: 13h30

  • Término das provas no 1º dia: 19h

  • Término das provas no 2º dia: 18h30

Prevenção da Covid-19

Para evitar o contágio no dia do exame, os estudantes deverão usar máscara durante todo o tempo de permanência no local da prova. Além disso, o edital orienta o uso de álcool em gel e afirma que não seguir os protocolos de segurança sanitária é considerado um critério de eliminação.

Enem 2020

Por conta da pandemia, as abstenções na edição de 2020 foram altas. Mais da metade dos candidatos (55,3%) não compareceu ao local da prova, um recorde de abstenção. A versão digital do Enem, que aconteceu pela primeira vez no ano passado, teve uma ausência de 71,3%. No total, 5,7 milhões de estudantes estavam inscritos.

Dessas ausentes, aqueles que faltaram ao exame por medo de contaminação por coronavírus, não tiveram direito à isenção de taxa de inscrição na edição de 2021. A decisão foi tomada pela Justiça Federal de São Paulo, que avaliou um pedido da Defensoria Pública da União sobre a isenção.

Para continuar isento, o candidato que faltou na prova anterior deve apresentar uma justificativa para a ausência, dentro dos critérios estabelecidos no edital. No edital de 2020 não foi contemplado o medo da pandemia.

Na época da decisão, o defensor público João Paulo Dorini afirmou que sem a isenção muitos estudantes de baixa renda, que não podem arcar com a taxa de inscrição, vão ficar fora do Ensino Superior. "A decisão do Ministério da Educação de inviabilizar o pedido de isenção de taxa para os candidatos ausentes impediria o ingresso no ensino superior de inúmeros estudantes pobres, o que viola o direito social à educação”, disse.

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