Enem: longe da escola, candidatos se adaptam ao estudo à distância

Regiane Jesus
·2 minuto de leitura
A estudante Rebecca Lopes, de 18 anos, adaptou-se à nova rotina de estudos imposta pela quarentena.

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A estudante Rebecca Lopes, de 18 anos, adaptou-se à nova rotina de estudos imposta pela quarentena.

RIO — Desafio é uma palavra facilmente relacionada ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), confirmado pelo governo apesar de pedidos de adiamento, já que nem todos os estudantes aptos a concorrer em novembro têm acesso ao estudo on-line. E a pandemia impôs uma quarentena que exige um aprendizado 100% virtual. Para quem tem acesso a este tipo de ensino, as dificuldades vão além da quantidade de conteúdo. Preparar-se para as provas sem a ajuda presencial dos professores é a nova missão dos alunos cujo objetivo é chegar à universidade. E como tempo é algo que não se poder perder, o jeito é focar no estudo on-line, já que não dá para prever quando será possível se sentar novamente em uma sala de aula.

Vice-diretor acadêmico do Colégio e Curso de A a Z, que tem unidade na Tijuca, Felippe Rossi alerta para as armadilhas que o ensino à distância prega nos estudantes:

— Um dos grandes perigos é o acúmulo de dúvidas. Outro é o volume de estudo. Por isso a dica é que os candidatos sigam a mesma rotina de horários que tinham na escola antes da paralisação.

Moradora do Grajaú, Rebecca Lopes, de 18 anos, adaptou-se à nova rotina para evitar que o sonho de cursar Medicina ficasse ainda mais distante.

— Não estava acostumada a estudar em casa porque passava o dia inteiro no curso pré-vestibular, mas me organizei. Deixo o celular bem longe para não me distrair e peço que ninguém me interrompa enquanto estou estudando. O ensino presencial é melhor, tem a troca direta com os professores, mas estudar em casa oferece a vantagem de não perder tempo em trânsito — observa.

Tornar-se médica também é o desejo de Milena Ribeiro Pereira, de 20 anos, moradora do Engenho Novo, que criou uma rede de apoio com colegas.

— Fazemos videochamadas para nos fiscalizarmos durante o estudo. Se alguém sai do computador, perguntamos por quê. Esta iniciativa é para evitar distrações. Também tiramos dúvidas uns dos outros. Coloquei o meu sonho de ser aprovada à frente das dificuldades que a quarentena nos trouxe — afirma.

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