A quatro meses do Enem, novo presidente do Inep diz que a sua missão é 'dar estabilidade' a órgão

O novo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), Carlos Moreno, afirmou ao GLOBO que sua missão será garantir a estabilidade no órgão. Moreno buscou tranquilizar os candidatos que realizarão exames tocados pelo instituto, como o Enem, o Enade e o Revalida. As provas do Enem estão marcadas para acontecer em novembro deste ano.

Nesta quarta-feira, o ministro da Educação, Victor Godoy, anunciou a saída de Danilo Dupas da presidência do Inep e o nome do servidor de carreira Carlos Moreno como novo presidente. Ao GLOBO, Godoy confirmou que pretende mantê-lo no cargo até o fim do mandato do presidente Jair Bolsonaro.

— Aceitei esse desafio para garantir a normalidade e estabilidade sobretudo com os exames que se avizinham— disse.

O novo presidente da autarquia afirmou que seu principal objetivo possibilitar que as atividades tocadas pelo órgão sejam mantidas com excelência. Ele é o quinto presidente a assumir a o Inep durante o governo Bolsonaro.

— Faço parte desse corpo de servidores que tem o compromisso de garantir essas entregas nesse momento difícil, faltando 5 meses para a conclusão desse governo, tendo eleições. Assumo para dar essa tranquilidade sobretudo para aqueles que estão inscritos no Enem, no Enade, e no Revalida, que são exames que ainda serão aplicados pelo Inep neste ano. Essa é minha missão aqui nesse momento — afirmou Moreno.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de permanecer no cargo definitivamente, Moreno adotou cautela:

— A gente tem que que cumprir as missões quando elas vão acontecendo e acho que a missão agora é dar essa estabilidade na transição com a saída do presidente Danilo. Essa é minha missão agora. Como servidor do Inep, eu me sinto muito confortável em cumpri-la, embora saiba que é muito difícil dada a complexidade das ações que o Inep desenvolve — disse.

O presidente frisou a importância de outras ações do Inep para a manutenção de políticas públicas, como o Fundeb. De acordo com ele, essas atividades não podem ser prejudicadas pela troca de comando no órgão.

— O novo Fundeb será implementado agora com novos indicadores e são ações que estão regularmente sendo desenvolvidas pelo corpo técnico do Inep. Tudo isso precisa de atenção, muito profissionalismo e dedicação dos servidores. A gente não pode deixar que a saída do presidente Danilo tenha qualquer impacto em relação às atividades que estão em andamento— explicou.

Servidor do órgão desde 1985, Moreno estava há 12 anos no comando da Diretoria de Estatísticas Educacionais (Deed) do órgão. O novo presidente do Inep é mestre em estatística pela UnB e cursa doutorado em Educação na Universidade Católica de Brasília. A notícia de que Moreno assumirá a presidência foi comemorada entre servidores da instituição.

O ex-presidente, Danilo Dupas, era desafeto de grande parte dos servidores. Em novembro do ano passado, Dupas foi denunciado pelos funcionários da autarquia, acusado de praticar assédio moral e censura. Os relatos desencadearam a maior crise da história do Inep. Na época, Dupas negou as acusações e alegou que os servidores estavam insatisfeitos com mudanças promovidas por ele no órgão.

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