Enfermeira que zombou da CoronaVac é demitida de hospital do Espírito Santo

Redação Notícias
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A enfermeira Nathanna Faria Ceschim chamou vacina contra o novo coronavírus de "água"
A enfermeira Nathanna Faria Ceschim chamou vacina contra o novo coronavírus de "água". (Foto: Reprodução/Instagram)

A enfermeira Nathanna Faria Ceschim foi demitida da Santa Casa de Misericórdia de Vitória, no Espírito Santo, após postar um vídeo debochando da vacina contra a Covid-19. O hospital disse, em nota, que “tomou todas as medidas cabíveis relacionadas ao assunto e que não mais se manifestará sobre o ocorrido”.

A Santa Casa afirmou ainda, em nota, que mantém “a postura clara e irrestrita com relação à importância da vacina como única solução possível para conter o avanço dos novos casos de coronavírus”.

Em um vídeo postado no Instagram, na semana passada, a enfermeira afirmou que tinha tomado o imunizante para “ir viajar” e zombou da eficácia da CoronaVac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech.

"Tomei por conta que eu quero viajar, não para me sentir mais segura. Porque uma vacina que dá 50% de segurança para mim não é uma vacina. Tomei foi água", disse ela, no vídeo.

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Nos stories da rede social, era possível ler as palavras “bolsominion raíz”, uma alusão ao apelido pejorativo dado à ala bolsonarista mais fiel aos ideias do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Além disso, no decorrer das postagens, ela faz várias afirmações negacionistas, como a de que a China teria invetando o vírus já que também está fabricando a vacina.

MP E COREN INVESTIGAM O CASO

Além da repercussão que gerou a demissão, as declarações feitas por Nathanna ainda são alvo de acompanhamento do MP-ES (Ministério Público do Espírito Santo).

“O Ministério Público repudia qualquer ato neste sentido, mesmo porque nós estamos em meio a uma pandemia e a vacina é uma vitória da ciência. Nós precisamos nos imunizar para que a gente possa não só resguardar a nossa vida como a vida de todas as pessoas que circulam no meio de nós”, disse a promotora Inês Thomé ao G1.

Ela pode até perder o registro profissional, segundo Conselho Regional de Enfermagem (Coren-ES).

“Infelizmente, uma manifestação que gerou muita indignação entre os profissionais de Enfermagem e a sociedade. Antes de fazer uma publicação, avalie se não irá impactar negativamente a vida e a saúde das pessoas. A Enfermagem tem um papel social e educativo que não pode ser esquecido”, informa o Coren, em seu site.