Enner Valencia: autor do primeiro gol da Copa fingiu lesão para evitar ser preso por pensão alimentícia não paga

O primeiro gol da Copa do Mundo do Catar - e o segundo também - tem nome, sobrenome e nacionalidade definida: Enner Valencia, do Equador, que abriu o placar diante do Catar, neste domingo, no Estádio Al Bayn. Ele entra para a selete galeria de atletas que inauguraram as bolas nas redes em Mundiais. Mas, quem é Enner Valencia?

Em uma parceria conduzida pelo jornal britânico Guardian com colaborações de jornalistas de cada nação representada na Copa, O GLOBO lançou um guia interativo com perfis de todos os atletas que estarão no Catar. E, claro, Enner Valencia está presente.

Atualmente, ele defende o Fenerbahçe, da Turquia. Valencia tornou-se o jogador equatoriano mais caro já vendido para o exterior em 2013, quando trocou o Emelec, um dos dois times mais importantes do Equador, pelo Pachuca, no México, por US$ 4,5 milhões (cerca de R$22 milhões).

A partir daí, tudo seguiu uma curva ascendente. Na infância, com recursos econômicos limitados, vendeu leite até o clube onde começou a carreira lhe dar abrigo e comida. Tornar-se um dos craques do futebol nacional abriu as portas para a seleção.

Na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, foi uma figura chave e um dos melhores atacantes da fase de grupos, com apenas 23 anos. Sua vida pessoal conturbada inclui dois casamentos, vários filhos, o sequestro de sua irmã devido a sua popularidade e um processo por pensão alimentícia.

Inclusive, ele chegou a fingir lesão para não ser preso pelo não pagamento da pensão alimentícia. Em outubro de 2016, ao minuto 82 do jogo que terminou com a vitória do Equador frente ao Chile, Enner pediu para ser substituído por estar em dificuldades físicas. O que ninguém esperava é que o atacante abandonasse o estádio de maca, com uma máscara de oxigénio, obrigando o seu transporte de ambulância para o hospital. A polícia ainda correu atrás da ambulância, mas o jogador conseguiu chegar ao hospital sem ser detido.

A pensão era de 18 mil euros. Mais tarde, seu advogado, Juan Carlos Carmihniani, comunicou que se chegou a um acordo e a ordem de prisão foi anulada.