Enquanto governadores buscam reunião, Bolsonaro mantém ataques aos estados na economia

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Um dia após governadores pedirem um encontro, o presidente Jair Bolsonaro manteve nesta terça-feira ataques feitos aos chefes dos governos estaduais por sua atuação no combate pandemia e na economia. No Palácio do Planalto, integrantes veem como remota a chance de uma reunião se concretizar e atribuíram a ideia a um "jogo de cena" dos governadores.

Bolsonaro atribui aos governadores o aumento do desemprego, devido a medidas de restrição de circulação de pessoas tomadas durante a pandemia:

— A partir de março, abril, do ano passado, o Brasil todo, praticamente todos os governadores, todos, acredito que todos, lançaram a campanha do "fiquem em casa, a economia a gente vê depois". E depois assistimos aquilo que eu considero um abuso, que foram as medidas de lockdown, confinamento, toque de recolher. Onde o desemprego subiu assustadoramente em abril — disse o presidente, em entrevista à Rádio Farol, de Alagoas (AL).

O presidente também cobrou que governadores zerem o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre o gás de cozinha e os combustíveis. O imposto é a principal fonte de arrecadação própria dos estados.

— O governo federal, eu fiz a minha parte. Zerei o imposto do gás. Falta agora o governador de Alagoas, e de outros estados, zerar também o imposto estadual, que chama ICMS, do gás de cozinha. É a mesma coisa a questão do combustível — disse.

Após reunião na segunda-feira, que contou com 25 governadores, integrantes do Fórum de Governadores anunciaram que esperam ser recebidos pelo presidente. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou que houve consenso na reunião sobre a necessidade de diminuir a tensão entre o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF) e fortalecer a democracia.

Entretanto, o gesto dos governadores foi visto no Planalto como um jogo de cena. Auxiliares de Bolsonaro apontam que a relação do presidente com os governadores é difícil e que não seria viável eles atuarem como intermediadores na crise com o STF.

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