Enquanto Rio anuncia flexibilização do uso de máscaras, países retomam restrições contra a Covid-19

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Enquanto o prefeito Eduardo Paes anuncia a flexibilização do uso de máscaras, seguindo a tendência de alguns países que conseguiram avançar na vacinação contra a Covid-19, outras nações, como o Reino Unido e a Rússia, vão de encontro com a medida: com o aumento de casos, funcionários da saúde britânicos pressionam pela volta do uso obrigatório de máscara (hoje, ele é apenas recomendado); e, em Moscou, a prefeitura decidiu impor uma quarentena total entre 28 de outubro e 7 de novembro diante da quarta onda da pandemia no país.

Segundo a prefeitura do Rio, o uso de máscaras em locais abertos deixará de ser obrigatório quando se chegar a 65% de cobertura vacinal completa na cidade. Disse ainda que, quando esse percentual alcançar 75%, a previsão é de liberação das máscaras também em locais fechados.

Pelas projeções de Paes, a circulação de pessoas sem máscara em locais abertos deve ocorrer na próxima terça-feira (26). Já a flexibilização em locais fechados está prevista para 15 de novembro.

O governo estadual, por sua vez, emitiu uma nota técnica que prevê a liberação do uso de máscaras em locais abertos nos municípios que atingirem 65% da população geral vacinada com as duas doses do imunizante, tal como acontecerá na capital.

A Rússia atravessa um momento de alta de casos e mortes por Covid-19, e a vacinação no país estagnou em apenas 36% da população imunizada com uma dose e 33% com as duas. O uso de máscara em público é obrigatório.

Em Moscou, apenas supermercados e farmácias poderão funcionar sem restrições entre os dias 28 de outubro e 7 de novembro, disse nesta quinta-feira (21) o prefeito da cidade, Sergei Sobyanin. O anúncio ocorre diante da quarta onda da Covid-19 na Rússia, e o presidente Vladimir Putin decretou feriado nacional de 30 de outubro até 7 de novembro.

A quarentena na capital, a primeira desde junho de 2020, incluirá o fechamento de escolas e jardins de infância. Bares e restaurantes só poderão funcionar para entrega e retirada. Teatros e museus poderão funcionar com limitação de visitantes, que deverão usar máscaras e apresentar códigos QR em seus telefones celulares para provar que foram vacinados ou que se recuperaram da Covid-19.

Uma quarta onda pode pôr fim ao clima de suposta tranquilidade que se instalou no Reino Unido nos últimos três meses, desde que o governo suspendeu todas as restrições sanitárias. Nesta quarta-feira (20), o país registrou quase 50 mil infecções por Covid, o maior número desde 17 de julho.

Nos museus, supermercados, cinemas, teatros e outros ambientes fechados de Londres, onde o uso de máscaras é somente recomendado desde 19 de julho, a maioria não usa a proteção. Nos meios de transporte públicos, onde os usuários sem o item de proteção podem ser expulsos, a exigência também não é cumprida por todos.

A associação dos funcionários do sistema de saúde público britânico foi a público pedir a volta da obrigatoriedade das máscaras, além da retomada da recomendação do trabalho remoto e a imposição de um passaporte da vacina.

Os três países aboliram a obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre em junho deste ano e vivem situação mais estável do que o Reino Unido.

Há uma semana, a Itália estabeleceu uma lei que exige que toda a força de trabalho da nação, pública e privada, tenha passes de saúde emitidos pelo governo. No país, 72% da população está totalmente imunizada.

Na França, 69% da população está com a imunização completa. Ainda assim, os índices de contágio vêm subindo semanalmente. Na Espanha, o índice é de 79%.

Em Portugal, 85% da população já está completamente vacinada contra a Covid, o que coloca o país no topo da lista dos países mais imunizados do mundo. Desde setembro, não há mais a exigência do uso de máscaras, uma vez que o números de casos e mortes estão controlados.

Desde julho, em razão da estagnação das taxas de vacinação entre os norte-americanos, o governo federal recomendou a volta do uso de máscaras em ambientes fechados nas regiões com alta transmissão de Covid. Mesmo tendo sido um dos pioneiros na aplicação de vacinas, apenas 67% da população tomou ao menos uma dose do imunizante, enquanto 58% já completaram o ciclo vacinal.

Nesta quarta-feira (20), a prefeitura de Nova York anunciou que tornará obrigatória a vacinação para todos os funcionários públicos, eliminando a opção de apresentar um teste negativo para o acesso aos locais de trabalho. Desde ontem, todos os vacinados em um local administrado pela cidade terão direito a um bônus de US$ 500 em seu contracheque. Na cidade, o uso de máscara é apenas recomendado em ambientes fechados.

Nesta quarta-feira, o governo da Letônia anunciou uma nova quarentena de 30 dias. Na Romênia, onde o estoque de caixões foi zerado esta semana depois que o país atingiu a maior taxa per capita de mortes por Covid, apenas 34% dos adultos receberam ao menos uma dose e 30% estão com o ciclo vacinal completo, em comparação com, respectivamente, 68% e 64% em toda a União Europeia.

Países que faziam parte do antigo bloco comunista oriental, incluindo Bulgária, Croácia, Polônia, Letônia, Estônia, Belarus, Moldávia e Ucrânia também apresentam baixas taxas de vacinação. Na maioria desses países, o uso obrigatório de máscara foi reintroduzido.

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