'Enquanto tem corpo em frigorífico, estão falando em futebol’, diz Alexandre Kalil

Dirigente mais vitorioso da história do Atlético-MG, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), teve desafio duplo em 2020: encarar a pandemia do novo coronavírus, dois meses depois de enchentes devastarem a capital mineira. Defensor do isolamento social e também conhecedor das necessidades dos clubes – foi mandatário alvinegro de 2008 a 2014, conquistando, entre outros títulos, a Libertadores-2013 –, Kalil afirma que futebol não é prioridade agora, em um momento que as cidades lidam com corpos de vítimas da Covid-19.

Em entrevista ao GLOBO, Kalil comentou sobre a possibilidade de retorno do esporte, avaliou o trabalho do governo federal, comentou a situação de Ronaldinho Gaúcho, herói de conquistas recentes do Galo, preso no Paraguai, e dos desafios de comandar a prefeitura de uma das principais capitais do país durante a pandemia.

O que você pensa sobre a discussão em torno da volta do futebol?

Eu conheço os dois lados. Eu sei o que que é uma estrutura para um jogo de futebol. Se não tiver público e transmissão, o futebol não tem necessidade de existir. Se for para ter só transmissão, tem jornalistas, cabos, rádios, massagistas amontoados em pequenos lugares, como vestiário. É aglomeração. Não é hora de pensar nisso, em política, em reeleição, em nada. Tem que pensar em libertar a cidade o mais rápido possível. Que futebol é esse que não vai poder reunir jogador, fazer oração no vestiário?

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