Ensino presencial volta a ser obrigatório nas escolas municipais do Rio a partir desta quarta

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A Secretaria Municipal de Educação do Rio anunciou nesta terça-feira que as aulas presenciais voltarão a ser obrigatórias na rede municipal da cidade a partir de amanhã, dia 3 de novembro. O ensino presencial pleno, com salas de aula em lotação máxima e sem rodízio, já foi retomado na cidade do Rio, mas o ensino remoto ainda era, até esta terça-feira, uma opção para as famílias que o preferissem. Segundo o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, agora ele só será permitido aos alunos com comorbidades, que poderão permanecer no ensino à distância mediante a apresentação de atestado médico.

O retorno completo às aulas presenciais na rede municipal do Rio começou a ser implementado no dia 18 de outubro. Na data, alunos de cinco séries voltaram a poder ir para a escola todos os dias, sem esquema de rodízio: a pré-escola, o 1º e 2º anos do Ensino Fundamental I e o 5º e 9° anos do Ensino Fundamental II. No dia 25, a mudança passa a contemplar as demais séries: creche, 3º, 4º, 6º, 7 e 8º anos, além das turmas de jovens e adultos (EJA) e as classes especiais.

A gradativa descontinuação do ensino remoto começou após o Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19 (CEEC) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio recomendar, no dia 5 de outubro, o retorno pleno das aulas presenciais em todas as unidades de ensino públicas ou particulares. Os especialistas consideraram, no parecer, a melhora do cenário epidemiológico no município, com menor taxa de transmissão e hospitalizações por Covid-19, e o avanço da cobertura vacinal da população.

Após a orientação do comitê, a SME publicou uma nova edição de seu protocolo sanitário para as escolas, elaborado e atualizado junto à SMS. Ela retirou a obrigatoriedade do distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as carteiras dos alunos, norma que impedia o uso das salas de aula em sua lotação máxima.

Segundo a SME, a retomada do ensino presencial, iniciada em fevereiro, chegou à marca de 85% de adesão no início de outubro. Dos 15% de alunos restantes, 4% são alunos que durante a pandemia não se apresentaram nem presencial nem remotamente, e os outros 11% correspondem àqueles que permaneceram em ensino totalmente remoto. Serão estes, um grupo de aproximadamente 70 mil estudantes, os maiores afetados pela mudança anunciada nesta terça-feira, já que terão de trocar o ensino remoto pelo presencial.

— Alguns desses alunos chegaram a ir para outros estados. Temos estudante morando no Maranhão. Precisamos resolver isso — diz Ferreirinha.

Ele pontua que o Rio de Janeiro é a primeira capital do Brasil a retomar a obrigatoriedade do ensino presencial.

— Já existem estados ensaiando esse movimento, mas, entre as capitais, o Rio é pioneiro. Esta é a última etapa de um processo que se iniciou em fevereiro. Começamos com a reabertura de 38 escolas, chegamos em junho com 99% das unidades reabertas, e em agosto reabrimos todas — afirma.

Segundo o secretário, a medida também poderá contribuir para o retorno dos alunos que não participaram das atividades presenciais nem virtuais, alvo de busca ativa pela pasta.

— São 25 mil alunos nessa situação. Eles correspondem a 4% do total de estudantes. O índice de evasão escolar costuma girar em torno de 2%, portanto o número de alunos que não se apresentaram durante a pandemia é duas vezes maior. Esses 25 mil alunos não chegaram a concretizar o processo de evasão escolar, mas, no nosso entendimento, são eles que têm mais chances de abandonar a escola — explica. — Ainda há muita negligência quanto a esse assunto. Precisamos reforçar que não é ok o aluno trabalhar para complementar a renda da família durante a pandemia.

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