Ensino superior privado ainda é pulverizado

As duas maiores companhias de educação do Brasil, Kroton e Anhanguera, têm juntas cerca de 14% do total dos alunos de instituições privadas do País. As duas anunciaram um acordo de fusão em abril, que dará origem a maior empresa de ensino do mundo. Levantamento feito pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, com dados do Censo da Educação Superior mostra que, apesar do forte movimento de consolidação do setor, o mercado ainda é bastante fragmentado.

Considerando o número de alunos das companhias abertas Kroton, Anhanguera e Estácio, além de companhias fechadas de grande porte como Laureate Brasil, Unip, Ser Educacional, Anima Educação e Cruzeiro do Sul, as principais empresas detêm cerca de 30% do mercado de ensino privado.

Para a comparação foram usados dados do número de estudantes de graduação das empresas ao final de 2012, informações que serviram como base do Censo recém-divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A comparação com os números do ano anterior mostra que a participação de mercado das principais companhias cresceu. Kroton e Anhanguera somadas tinham uma fatia de 11% em 2011.

A fusão de Kroton e Anhanguera ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Na época do anúncio do acordo entre as companhias, o presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, destacou que dados sobre o market share de ambas dependiam do Censo, mas avaliou que considerava o mercado pouco concentrado.

Ensino a distância

O segmento de ensino à distância (EAD) é o que apresenta a menor fragmentação. Considerando apenas os alunos deste ramo, Kroton e Anhanguera somadas alcançam aproximadamente 34% do mercado segundo os números de 2012. A principal concorrente, a Estácio, tem uma fatia próxima de 5%.

Neste segmento, Kroton e Anhanguera ganharam mais espaço de um ano para outro. As duas juntas tinham um market share de aproximadamente 27% em 2011. O ganho no período é explicado, sobretudo, pela aquisição da Uniasselvi pela Kroton em maio do ano passado. A companhia tinha mais de 70 mil alunos só no EAD, um número que passou a contar na base da Kroton.

Kroton e Anhanguera foram procuradas para comentar o tema, mas informaram que no momento não se pronunciam sobre as operações conjuntas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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