Entenda como compra do Lyon por John Textor afeta o Botafogo

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Com o anúncio do acordo de compra do Lyon, o empresário John Textor amplia suas bases no futebol com quatro clubes pelo mundo, entre integrantes da primeira divisão e da segunda divisão. Dentro dos negócios de Textor, o clube francês se torna o principal ativo da Eagle Holdings em termos de visibilidade no mercado internacional. Tanto que o americano, em entrevista coletiva em Lyon, deixou claro os objetivos na França: "Quero ganhar a Champions".

Aos torcedores do Botafogo, amplamente citado na coletiva ao falar dos seus negócios no futebol, fica a dúvida de como essa nova relação com o clube francês pode interferir no desenvolvimento da SAF. Para isso, respondemos algumas perguntas.

Como o Botafogo pode ser beneficiado com a chegada do Lyon ao grupo?

Na entrevista, Textor expôs, novamente, que seu modelo de negócios pretende transformar os clubes numa grande rede global de talentos, com trocas de experiências entre os clubes. Até o momento, o Lyon tem concentrado esforços na formação de jogadores. Assim, o Botafogo poderia se beneficiar dessas transações entre os clubes que fazem parte da holding com jovens reforços da França . Além disso, o clube francês pode servir de chamariz para a vinda de jogadores de mais renomados ao alvinegro, que vislumbrem a Europa em caso de destaque no futebol brasileiro.

O clube corre risco de perder protagonismo com Textor?

Essa pergunta só será respondida com o tempo. Hoje, o Botafogo é o clube que Textor detém o maior percentual das ações. Diferentemente dos demais, o empresário americano é o rosto à frente do projeto da SAF, que pretende reestruturar o clube e torná-lo um celeiro de talentos e de títulos nos próximos cinco anos. Os recentes tuítes revoltados com a arbitragem do jogo entre o alvinegro e o Internacional mostram o tamanho do seu engajamento no clube. Além disso, internamente, a presença do empresário no dia a dia do alvinegro é sempre enfatizada. Reuniões com Luís Castro e o diretor André Mazzuco para fazer avaliações e projetar os próximos passos são constantes. Em relação a negociações com jogadores, todas passam pelo aval do americano — algumas, como a com o israelense Eran Zahavi, tem a participação direta do dono da SAF.

Por outro lado, Textor afirmou que o Lyon será o epicentro do seu projeto de futebol. No momento, no entanto, ele deterá 66% do clube, podendo, nos próximos anos adquirir quase 90%. Pelas próximas três temporadas, pelo menos, o homem forte do clube francês continuará sendo o atual presidente Jean-Michel Aulas, cuja família detém 28% de participação, e é o responsável por projetos vitoriosos como a equipe feminina que domina o cenário europeu, com oito troféus da Champions. Na coletiva, Textor afirmou que dará o máximo de autonomia possível à gestão que está no comando.

Quais as diferenças dos acordos de Lyon, Crystal Palace, RWD Molenbeek e Botafogo?

Em cada clube, Textor costurou acordos diferentes:

Crystal Palace: Em agosto de 2021, Textor comprou 18% do Crystal Palace por 87,5 milhões de libras (R$ 630 milhões, na cotação da época). Este ano, ele aumentou sua participação no clube inglês e agora tem 40% das ações.

RWD Molenbeek: Este ano, Textor adquiriu 80% do RWD Molenbeek, da cidade de Bruxelas, que estava disputando a segunda divisão da Bélgica.

Botafogo: Em março deste ano, Textor comprou 90% das ações da SAF do Botafogo, num valor de R$ 400 milhões. No primeiro semestre, foram gastos R$ 65 milhões em reforços.

Lyon: O empresário vai comprar 66,56% das ações do time francês e, mais tarde, terá 88,55%. O investimento inicial será de 86 milhões de euros (cerca de R$ 468 milhões).

Se Textor comprou 66%, por que o clube seguirá com um presidente no comando?

Apesar de se tornar sócio majoritário, Textor, num primeiro momento, acordou que não será presidente do clube. No futuro contrato, Aulas continuará à frente do clube por pelo menos três temporadas e também participará da Eagle Holdings.

"Eu não vim para ser presidente. Não tomo decisões relacionadas aos atletas e ao treinador. Caberá a Jean-Michel tomá-las. Não haverá mudanças na gestão, esse não é o objetivo. Quando um acionista se torna a majoritário, o conselho de administração geralmente reflete essa mudança, mas queremos deixar alguma autonomia. Jean-Michel sabe como gerir um negócio e como guiar o seu barco, acho que ele está confortável o suficiente para poder fazer o que sempre fez até hoje", disse na coletiva.

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