Entenda a diferença entre as cerimônias de coroação e aclamação de reis e rainhas

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Comemorado este ano, o Jubileu de Platina da rainha Elizabeth 2ª marcou os 70 anos de sua coroação. Ela assumiu o trono mais de um ano antes, no entanto, em fevereiro de 1952, data que seu pai -o rei George 6º- morreu.

Isso acontece porque há dois ritos diferentes envolvidos no processo de sucessão do trono britânico. O primeiro é a posse, ou "accession" em inglês, e marca a passagem do trono para o primeiro herdeiro na linha sucessória assim que o soberano morre ou abdica do cargo. O segundo é a coroação de fato, que pode acontecer meses ou mesmo um ano depois da posse. Esse mesmo hiato temporal provavelmente será observado no caso do rei Charles agora.

A coroação de Elizabeth aconteceu em 2 de junho na Abadia de Westminster, em Londres, local de todas as cerimônias britânicas do tipo desde 1066. Ela foi a 39ª chefe da monarquia coroada na igreja, e a sexta rainha.

Nem todas as monarquias têm cerimônias de coroação, no entanto. No regime português, por exemplo, os reis eram aclamados, e não coroados ao assumirem o trono.

A tradição foi iniciada pelo primeiro rei da dinastia de Bragança. Após reconquistar a independência de Portugal junto a Espanha, em 1640, dom João 4º entregou simbolicamente sua coroa a uma imagem de Nossa Senhora da Conceição e afirmou que ela seria a "verdadeira rainha de Portugal". O novo soberano até recebia uma coroa -mas não a colocava na cabeça.