Entenda a diferença entre obesidade e lipedema, doença que afeta a ex-paquita Tatiana Maranhão

A ex-paquita Tatiana Maranhão, de 45 anos, contou aos seus seguidores que foi diagnosticada com lipedema, uma doença crônica que leva uma pessoa a ter quantidades desproporcionais de gordura ao redor dos quadris, pernas e coxas. Nas suas redes sociais, a atual assessora de Xuxa Meneghel, disse em seu relato que durante sua adolescência ouviu diversos comentários gordofóbicos sobre seu corpo, além de ter que lidar com olhares reprovadores de outras pessoas. Ela explicou que já havia passado por dezenas de médicos e especialistas, mas que nunca conseguiu ter o diagnóstico correto.

Por causar gordura localizada e flacidez, o lipedema é confundido com obesidade padrão ou sobrepeso. Mas, ela é conhecida como uma “síndrome da inflamação” que não pode ser tratada com exercícios simples , e faz com que as áreas afetadas sejam excessivamente sensíveis até mesmo ao toque. Quem é acometida com o lipedema, se queixa de sintomas como desproporção entre as pernas e o tronco, celulite, sensação de peso nas pernas e cansaço. Com o passar do tempo, há risco de deformidades e problemas de mobilidade, que não tem necessariamente a ver com excesso de peso corporal.

A gordura ligada à obesidade é distribuída pelo corpo de maneira uniforme. Diferente da doença que acomete a ex-paquita, é eliminada com mais facilidade por meio de dieta e atividade física, em seu relato, Tatiana explicou que mesmo com alimentação regrada não conseguia se livrar da gordura.

A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) lista em cinco tipos de classificação para o lipedema, de acordo com as áreas dos membros que estão afetadas.

O tratamento requer um acompanhamento multidisciplinar, com profissionais especialistas como angiologista, cirurgião vascular, nutricionista, fisioterapeuta e, em alguns casos, psicólogo. Por ser diferente de um quadro de obesidade, dietas específicas não terão resultados diretos no lipedema.

A recomendação é a de que os pacientes evitem usar roupas muito apertadas e, na prática esportiva, recorram a meias de compressão. As atividades aeróbicas, caminhadas e corridas leves, são aliadas nos sintomas, mas sob orientação médica. Mas, em muitos casos, é preciso intervenção cirúrgica, onde as células doentes são removidas.