Entenda as falhas apontadas pela Defesa Civil municipal na sede da Secretaria estadual de Educação; servidores agora fazem home office

Após laudos da Defesa Civil estadual e da municipal apontarem riscos estruturais na sede da Secretaria estadual de Educação (Seeduc), no Santo Cristo, a pasta determinou qyue todos os funcionários do prédio passassem a trabalhar em home office "até que a situação seja resolvida". A secretaria afirma que a medida, válida desde a quinta-feira passada, mas divulgada ontem, pretende “preservar a integridade física e emocional dos seus servidores e colaboradores”. Após vistorias no endereço, foi feita a interdição parcial de salas de uma das colunas do edifício.

No dia 20 de dezembro, a Defesa Civil estadual (Sedec), em visita ao prédio na Avenida Professor Pereira Reis, constatou risco iminente e a necessidade de interdição. O parecer foi encaminhado à Defesa Civil da prefeitura, que, dois dias depois, esteve no local e interditou um dos blocos do imóvel. O laudo aponta a existência de rachaduras em diagonal na empena voltada para a Avenida Cidade de Lima; rachaduras e danos no piso da antiga sala de TI e também em banheiros do térreo; e rachaduras e trincas na antiga sala do arquivo, no segundo andar, onde há uma viga deformada no topo da parede. Foram verificadas trincas em pilares e revestimentos do piso de salas do terceiro e do quarto pavimentos, além de aumento do vão entre pilares nestes dois andares. O documento da Defesa Civil municipal ressalta que no último pavimento o “vão é tão grande que o revestimento da empena foi danificado, sendo possível visualizar o lado externo da edificação através dele”.

Pelo laudo, a percepção é que houve nos últimos dias de dezembro alteração no deslocamento do edifício, que vinha sofrendo com o afundamento do solo. O Bloco 1 foi interditado parcialmente, com recomendação de escoramento emergencial dessa parte do prédio. A Defesa Civil diz que há risco de queda de revestimento da empena que dá para a Avenida Cidade de Lima.

As conclusões foram encaminhadas à Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop) e à Seeduc.

Antes disso, um parecer técnico do núcleo e engenharia da própria Seeduc atestou riscos estruturais e recomendou a desocupação da sede, o que preocupou funcionários. O então secretário de Educação, Alexandre Valle, determinou a contratação emergencial de um laudo para a indicação das obras necessárias.

No mês passado, a Defesa Civil estadual observou no endereço “rachaduras nos elementos de alvenaria naturalmente causados pelo rebaixamento do lençol freático”, causando o “recalque da infraestrutura de parte do prédio”. Na época, o órgão não concluiu por risco iminente e necessidade de interdição, mas sugeriu intervenção imediata.