Entenda o gráfico da nova variante que está assustando todos

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Reprodução/Financial Times
  • Gráfico foi divulgado pelo norte-americano Financial Times

  • Informações sobre nova cepa ainda são escassas

  • Variante foi encontrada há duas semanas na África do Sul

O mundo se assustou na última sexta-feira (26) com a explosão de casos da nova variante da covid-19, conhecida como Ômicron. Um gráfico divulgado pelo Financial Times, dos Estados Unidos, rapidamente circulou a web e assustou muitas pessoas por mostrar uma curva de avanço e transmissão dessa cepa muito maior do que as anteriores. Mas o que esse gráfico realmente mostra?

O comparativo feito pelo jornal norte-americano considera o percentual de prevalência da nova variante entre os casos que, depois de testados, passaram por sequenciamento genético. Foi a restrição de voos vindos de países africanos adotada em diversos países do Ocidente que fez com que o gráfico rapidamente se espalhasse.

No momento, no entanto, são poucas as conclusões suficientes sobre essa nova cepa. O que se sabe até o momento e que ajuda a explicar a leitura do gráfico é que ele mostra que o ritmo de transmissão dessa variante é mais acelerado, mas se refere exclusivamente à África do Sul, país com baixo percentual de vacinação — cerca de 24%, de acordo com números oficiais.

O grande “segredo” da curva de ascensão alta e que preocupa a todos está nesse ponto: a falta de vacinação. A variante preocupa especialistas do mundo inteiro, mas a falta de detalhes ainda faz com que muitos especialistas adotem cautela ao comentar medidas que estão ou podem ser tomadas contra a Ômicron.

O que não se pode dizer é que a curva apresentada no gráfico em questão irá se repetir em outros países. O Brasil, por exemplo, tem uma taxa de vacinados com o esquema completo que já atinge 60.4%, taxa consideravelmente mais alta do que a África do Sul.

A expectativa é que, nos próximos dias, seja testada a resistência da nova cepa às vacinas. Esse será um ponto crucial para saber o desenvolvimento da mesma e, principalmente, qual o real perigo que ela oferece.

Segundo a OMS, a nova variante é a mais "significante" detectada até agora e tem alto potencial de propagação. Ela foi descoberta originalmente na África do Sul há duas semanas e já circula em alguns países do mundo. A Anvisa recomendou que o Brasil adote restrições de voos a seis países africanos.