Entenda o mercado paralelo de figurinhas na Argentina

Figurinhas da Copa do Mundo 2022 estão em falta nas bancas e quiosques do país (Getty Image)
Figurinhas da Copa do Mundo 2022 estão em falta nas bancas e quiosques do país (Getty Image)
  • Donos de bancas de jornal reclamam de desabastecimento de figurinhas

  • Panini colocou novos pontos de venda do produto no país

  • Entidade diz que grandes vendedores estão sendo privilegiados

Assim como no Brasil, as figurinhas da Copa do Mundo fazem sucesso na Argentina. No entanto, o assunto se tornou uma preocupação para o governo do país na última terça-feira (20).

A Union Kiosqueros de la República Argentina (Ukra), que representa os donos quiosques e bancas de jornais, os diretores da Panini, empresa responsável pelo produto, e a Secretaria de Comércio se reuniram para discutir um problema: as figurinhas estão em falta nas bancas de jornal.

A escassez do produto faz com que ele suma das prateleiras no momento em que acontece o reabastecimento. De acordo com os representantes dos quiosques, grandes companhias e redes de supermercados estão sendo priorizados em relação às bancas, que foram as pioneiras na venda do item.

Para esta edição do álbum, a distribuidora colocou novos pontos de venda, como postos de serviço, aplicativos de entrega e grandes empresas do país.

"A entrega média é de 25 ou 50 pacotes por semana, e 20 ou 30 álbuns por semana. Isso não é suficiente para nenhum vizinho em qualquer localidade. E o que estamos pedindo para a Panini é entregar a mercadoria aos distribuidores oficiais e que esses distribuidores as vendam nas bancas e que não o façam como antes, no mercado paralelo", afirmou Adrián Palacios, vice-presidente da Ukra, ao jornal "Clarín".

Recentemente, o gerente de marketing da Panini, Nicolás Salustro, falou para a "Forbes" que "as figurinhas não estão esgotadas". Negando evidências, garantiu que os envelopes são encontrados em qualquer quiosque.