Entenda o que é mieloma múltiplo, câncer que matou a jornalista Cristiana Lôbo

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RIO — A jornalista e colunista de política Cristiana Lôbo, de 64 anos, morreu de mieloma múltiplo nesta quinta-feira, em São Paulo.

O mieloma múltiplo é um tipo de câncer que ocorre na medula óssea. Ele afeta o plasmócito, uma estrutura responsável pela produção de imunoglobulinas, anticorpos que combatem infecções causadas por vírus e bactérias. Seu mau funcionamento prejudica a produção de outras células do sangue, o que pode provocar anemia, além dos pacientes ficarem mais sujeitos a doenças infecciosas.

A doença aparece quando o plasmócito sofre mutações e se transforma em células malignas. Ele passa a fabricar anticorpos anormais que se acumulam no sangue, estruturas chamadas de proteínas monoclonais. Elas podem afetar várias partes do corpo, como os rins e os ossos (pode causar dores e fraturas).

Ainda não há uma causa definida para o mieloma múltiplo, por isso, não existem formas de prevenção. No entanto, especialistas recomendam uma forma de vida saudável, o que diminui as chances de desenvolver doenças de uma forma geral: alimentando-se bem e com uma dieta balanceada, praticando exercícios com regularidade, evitar o tabagismo e não abusar do álcool.

A maioria dos pacientes diagnosticados com este tipo de câncer são pessoas com mais de 65 anos, sendo um pouco mais comum ser diagnosticado em homens do que em mulheres.

Os sintomas podem estar relacionados à anemia, como fraqueza, cansaço e palidez. No entanto, a dor óssea — principalmente na região da bacia e da coluna — também é bastante comum nos pacientes com este tipo de câncer. É recorrente o surgimento fraturas que acontecem sozinhas ou provocadas por lesões mínimas.

O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais, que analisam, por exemplo, a quantidade de imunoglobulina no sangue, ou o nível de proteínas monoclonais na urina.

Os tratamentos existentes, por enquanto, não proporcionam a cura da doença, mas permitem que o paciente tenha uma melhor qualidade de vida e viva por mais tempo. Atualmente, as opções terapêuticas são a quimioterapia e o transplante de medula. A radioterapia é usada em pacientes que têm dores nos ossos ou que tiveram ossos danificados pela doença. O tratamento é definido de acordo com a situação do paciente, se ele apresenta sintomas ou tem outras doenças associadas, como diabetes ou problema cardíaco. Há vezes em que não há um tratamento, apenas acompanhamento da evolução do quadro.

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