Entenda o sucesso da série 'Ted Lasso', grande vencedora de comédia no Emmy 2021

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Grande vencedora da categoria de comédia do Emmy 2021, "Ted Lasso" tem sido definida como "o tipo de série de que precisamos agora". A produção (que levou os prêmios de melhores atores coadjuvantes, para Brett Goldstein e Hannah Waddingham; melhor ator, para Jason Sudeikis; e melhor comédia) traz Sudeikis como um técnico de futebol americano empolgado e maravilhosamente bigodudo que é contratado, por meio de um truque surreal de filme de esportes, para comandar um time da Premier League, na Inglaterra (sim, o futebol que se joga com os pés). Até o momento, são duas temporadas, disponíveis na Aple TV+.

Por meio de uma combinação de positividade obstinada e aforismos folclóricos — “Quando se trata de vestiários, gosto deles como gosto dos maiôs da minha mãe: só quero vê-los inteiros” —, o neófito do futebol transforma um bando desordenado de profissionais cansados em, se não exatamente vencedores, uma família coesa de pessoas autoconfiantes.

O personagem de Ted Lasso surgiu em esquetes criadas por Sudeikis para a NBC Sports, em 2013, junto com seus velhos parceiros de improvisação Brendan Hunt e Joe Kelly, produtores executivos da série — Hunt também atua na série como Técnico Beard, assistente de Lasso. Os anúncios eram inteligentes e o personagem divertido. Mas quando ele ganhou o formato de série na Apple TV+, em agosto de 2020, os Estados Unidos encaravam a pandemia de coronavírus, uma eleição presidencial amargamente divisiva e um verão de violência policial e protestos por justiça racial. Neste clima, o personagem profundamente decente e infinitamente otimista era como um bálsamo cultural.

“É como se Sudeikis e companhia tivessem previsto o caos e o terror do verão de 2020 e decidido provar que a América poderia fazer algo certo”, escreveu o crítico de TV do “New York Times” Mike Hale. Sentimentos semelhantes foram compartilhados ampla e repetidamente enquanto a série traçava a mesma trajetória de seu protagonista, conquistando as pessoas com profundidade emocional surpreendente e charme sob um exterior idiota.

— A série é uma resposta à cultura tóxica e cínica que existe, especialmente nas redes sociais, aos discursos políticos, como cada um fala com o outro... — opina Bill Lawrence, veterano das sitcom (“Scrubs”, “Spin city”) e um dos criadores da série. — Eu não acho que isso tenha sido corrigido (com a pandemia), a menos que tenha acontecido no fim de semana quando eu não estava prestando atenção. É por isso que “Ted Lasso” acertou em cheio.

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