Entenda por que comparar os filhos é prejudicial para toda a família

Evelin Azevedo
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“Comparar os filhos é o mesmo que comparar os dedos da mão: saem todos do mesmo lugar, mas cada um de um jeito”, diz Luciana Brites, psicopedagoga do Instituto NeuroSaber. A comparação entre filhos é algo comum, que alguns pais fazem até mesmo sem perceber.

— Muitas vezes, os próprios pais não se dão conta, seja por aspectos da própria cultura em que estão inseridos, ou por terem tido esse tipo de experiência quando crianças e acabam repetindo, sem que haja consciência das consequências. Muitos pais acham que, ao comparar o filho a alguém que se destaca, estão encorajando a criança a melhorar seu comportamento ou desempenho — afirma Renata Bento, psicanalista especialista em família.

O grande problema da comparação é que ela pode trazer prejuízos para o desenvolvimento da autoestima, principalmente se o filho ainda for criança.

— A comparação dificulta o autoconhecimento, porque a criança passa a querer ser o outro, e então ela não consegue se ver como pessoa. Primeiro, ela precisaria se entender para observar as mudanças que precisa fazer em vez de querer reproduzir tudo o que o outro faz — destaca Luciana.

Comparar os filhos pode trazer desarmonia para a família e criar sérios problemas entre irmãos.

— Toda criança quer ser amada pelos pais e teme perder o amor destes. A comparação entre os irmãos estimula a rivalidade, fomenta e amplia a competição. Além disso, frustra a criança porque ela não consegue ser aquilo que pensa que os pais querem dela, mas também não consegue descobrir quem ela é — finaliza Renata.