Entenda porque estado de São Paulo não prevê retirada das máscaras no curto prazo

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A man wearing a mask walks in the street  amid COVID-19 outbreak in Sao Paulo, Brazil, Aug. 4, 2021. According to official figures, Brazil has had over 20 million COVID-19 cases and more than 559,000 deaths. (Photo by Rahel Patrasso/Xinhua via Getty Images)
Previsão do comitê científico do estado de São Paulo não é de flexibilização do uso da máscara no curto prazo (Foto: Rahel Patrasso/Xinhua via Getty Images)
  • Estado de São Paulo não planeja flexibilizar uso obrigatório de máscaras no curto prazo

  • Comitê científico afirma que momento é de transição e que observar como número da pandemia ficarão após algum tempo da flexibilização

  • São Paulo registrou queda nos números de novos casos, internações e mortes por covid-19

O estado de São Paulo não pretende retirar a obrigatoriedade do uso de máscaras, ao menos no curto prazo - mesmo que haja uma redução no número de casos, internações e mortes por covid-19. 

Segundo João Gabbardo, coordenador do comitê científico estadual, "não é momento de flexibilizarmos a utilização das máscaras". Segundo o médico, apesar dos bons indicadores, o estado de São Paulo vive um momento de transição, com flexibilizações relevantes, como a volta às aulas presenciais de forma obrigatória, presença de público em eventos esportivos e culturais, redução do distanciamento, etc. 

"Então, nós precisamos acompanhar qual será o impacto dessas modificações nos nossos indicadores. De qualquer maneira, o comitê científico está analisando, está estudando e vai propor nos próximos dias ao governo um conjunto de indicadores relacionados à transmissibilidade da doença, novos casos, internação, relacionados também à cobertura vacinal. E esses indicadores não vão definir uma data para que nós possamos flexibilizar o uso de máscara, mas ele vai indicar que, no momento em que nós atingirmos esses indicados, haverá possibilidade de nós tornamos não-obrigatório o uso de máscara em algumas situações", explicou Gabbardo. 

O primeiro passo, futuramente, será retirar as máscaras em locais abertos, ao ar livre, em aglomeração. "É diferente caminhas na beira da praia e estar um ambiente de comércio aqui na capital", declarou. 

Segundo o coordenador do comitê científico estadual, o governo de São Paulo tem recebido pedidos de setores, como o de eventos, para que não seja flexibilizado o uso de máscaras no momento. Isto porque há o temor da necessidade de retroceder. 

"Nós não queremos retroceder. Desde que começamos as flexibilizações do plano São Paulo, sempre foi com muita segurança, nós sempre avançamos, nós não precisamos fazer retrocessos. Então, vamos continuar mantendo essa segurança", disse João Gabbardo. 

Ele ainda lembrou que alguns países passaram pelo problema de flexibilizar o uso de máscara de forma precoce e precisaram voltar atrás, como aconteceu em Israel. 

Uso da máscara após a pandemia

João Gabbardo revelou que o comitê científico vai apresentar ao estado de São Paulo sugestões de uso obrigatório da máscara em alguns ambientes mesmo após a pandemia. Um deles será no ambiente hospitalar. 

"Nos hospitais, nas UTIs, em especial nos centros cirúrgicos, a máscara é obrigatória, para evitar a propagação de doenças. Então, o comitê vai propor ao governo que em ambiente hospitalar, o uso da máscara seja obrigatório mesmo após a pandemia", revelou. 

Segundo Gabbardo, um estudo está sendo preparado pelo comitê e o documento deve ser apresentado nos próximos dias. 

Redução de casos e vacinação 

O secretário se Saúde do estado Jean Gorinchteyn apresentou os dados da covid-19 e, em relação à semana anterior, houve uma queda no número de novos casos, internações e mortes pela doença: 

  • Casos: redução de 58,1% 

  • Internações: redução de 14,2%

  • Mortes: redução de 44,3%

São Paulo tem 83,19% da população total vacinada com pelo menos uma dose, enquanto 64,74% dos paulistas estão com o esquema vacinal completo. O estado tem 4 milhões de pessoas com a segunda dose atrasada. Recentemente, São Paulo reduziu o intervalo entre as doses da Pfizer de 8 semanas para 21 dias

O estado está vacinando todos os cidadão a partir de 12 anos e aqueles com mais de 60 podem tomar a dose adicional do imunizante contra a covid-19. 

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