Entenda: quais são as etapas para uma vacina contra o coronavírus chegar à população

Audrey Furlaneto
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RIO — Mais avançada das pesquisas por uma vacina contra o coronavírus no mundo de acordo com a OMS, a fórmula desenvolvida pela Universidade de Oxford, do Reino Unido, começou a ser testada em voluntários brasileiros em junho. Cinco mil pessoas — em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia — vão participar dos testes clínicos da fase três, última etapa para a produção de uma vacina. No mundo todo, entre EUA, Reino Unido, África e Brasil, serão cerca de 50 mil voluntários recrutados para os testes.

Dezembro - No Brasil, a vacina chegaria em dezembro — mas não necessariamente para a população. A fórmula virá pronta de Oxford para Bio-Manguinhos, a unidade de imunizantes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que, numa primeira etapa, dará início ao processamento final e ao envase de 30,4 milhões de doses em dois meses (dezembro e janeiro).
Segundo Mauricio Zuma, diretor de Bio-Manguinhos, embora a produção comece em 2020, “dificilmente a vacina chegará aos postos de saúde ainda no fim deste ano”. Isso porque o produto depende de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A fórmula, então, já virá pronta para o Brasil. A farmacêutica AstraZeneca, que adquiriu a vacina de Oxford, assinou acordo de transferência de tecnologia com Bio-Manguinhos, para, num primeiro momento, envasar aqui 30,4 milhões de doses com o ingrediente vindo do Reino Unido e, depois, produzir outras 70 milhões de doses.