Enterro de juíza assassinada pelo ex-marido na Barra da Tijuca deve ser realizado nesta sexta-feira

Rafael Nascimento de Souza
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RIO — O corpo da juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, de 45 anos, assassinada pelo ex-marido, o engenheiro Paulo José Arronenzi, 52, na noite desta quinta-feira, passou por necropsia durante a madrugada e está no Instituto Médico Legal (IML) do Centro do Rio. Familiares da magistrada chegara ao local por volta de 8h35 para a liberação do corpo. O enterro deve ser realizado nesta sexta-feira, mas horário e local ainda não estão definidos.

O Instituto Médico Legal tem até 15 dias para encaminhar a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) o laudo que apontará a causa da morte de Viviane. Procurado, o delegado Moyses Santana, titular da DHC, ainda não informou se o ex-marido da magistrada prestou ou não depoimento após ser preso.

Ainda na noite de quinta, funcionários do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) estiveram no IML para agilizar os trâmites do velório e enterro. Nesta manhã, dois servidores voltaram ao instituto.

A magistrada foi esfaqueada na Avenida Raquel de Queiroz, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, quando o deixava as três filhas do casal — duas meninas gêmeas de 9 anos e uma terceira de 12 anos — na casa de Paulo, onde elas passariam o Natal. As crianças presenciaram o crime.

Viviane Vieira do Amaral Arronenzi era juíza há 15 anos. Atualmente, trabalhava na 24ª Vara Cível da Capital. Antes, atuou como magistrada na 16ª Vara de Fazenda Pública. Em setembro, Viviane fez um registro de lesão corporal e ameaça contra o ex-marido, que foi enquadrado na Lei Maria da Penha. Ela chegou a ter escolta, mas pediu para retirá-la há um mês a pedido de uma das filhas.

'Nunca impediu que o pai visse as filhas'

Policiais do TJRJ que fizeram a escolta da magistrada por cerca de dois meses, contaram ao GLOBO que a juíza "era uma pessoa super tranquila e que nunca impediu as filhas de verem o pai”.

— Levávamos ela e as crianças para verem o pai. As meninas ficavam um tempo e depois voltavam com a doutora. Ela nunca impediu que o pai visse as filhas — contou um dos agentes que faz a escolta de Viviane.

Após matar a ex-companheira, Paulo José ficou ao lado do corpo, olhando a vítima, até ser preso.