Entidades falam em terrorismo e condenam ato golpista em Brasília

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Entidades do empresariado, da comunicação e da educação divulgaram notas condenando os atos golpistas e de vandalismo que ocorrem em Brasília.

Na tarde deste domingo (8), manifestantes bolsonaristas entraram na Esplanada dos Ministérios, invadiram áreas do Congresso, do Planalto e do STF (Supremo Tribunal Federal), depredaram os prédios que abrigam os poderes e entraram em confronto com a Polícia Militar.

A ação de apoiadores de Jair Bolsonaro ocorre uma semana após a posse de Lula, antecedida por atos antidemocráticos insuflados pela retórica golpista do ex-presidente no período eleitoral.

Em nota, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) afirmou ser "veementemente contra" qualquer tipo de manifestação antidemocrática e defendeu que "os responsáveis pelos atos terroristas devem ser punidos na forma da lei de maneira exemplar".

"O Brasil elegeu seu novo presidente da República democraticamente, pelo voto nas urnas. A vontade da maioria do povo brasileiro deve ser respeitada e honrada", disse Robson Braga de Andrade, presidente da entidade.

Também em nota, a Andifes, associação de reitores das universidades federais, falou que os "atos terroristas que desafiam, ocupam e depredam as sedes dos três poderes da nossa república são intoleráveis, inaceitáveis e inescusáveis".

Os dirigentes pedem punição a todos os participantes, financiadores e articuladores.

O reitor da USP Carlos Gilberto Carlotti Junior e sua vice, Maria Arminda do Nascimento Arruda, também falaram em terrorismo e pediram responsabilização.

"Os arruaceiros fanáticos mancharam de vergonha a capital federal na data de hoje", declararam em nota.

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) também se manifestou, para condenar "da forma mais veemente os crimes contra a democracia que se desenrolam em Brasília", bem como os ataques a jornalistas que fazem a cobertura dos atos.

"A liberdade de imprensa é inerente ao Estado democrático de direito, que não pode tolerar ou conviver com a baderna e o vandalismo", diz o texto.