Entidades lamentam assassinato de juíza Viviane Arronenzi, morta a facadas pelo ex-marido

O Globo
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RIO — O assassinato da juíza Viviane Arronenzi, de 45 anos, gerou comoção no meio jurídico. Entidades se pronunciaram sobre o caso nesta sexta-feira, lamentando a perda da magistrada morta pelo ex-marido, Paulo José Arronenzi, na véspera de Natal.

Em nota conjunta, a Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (AMAERJ) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) prestaram condolências e ofereceram solidariedade aos parentes e amigos de Viviane.

O presidente da AMAERJ, Felipe Gonçalves, manifestou a repulsa da entidade e dele pelo crime que definiu como "brutal". A associação já está em contato com a família da vítima.

“A AMAERJ está à disposição da família, com quem já estamos em contato. A doutora Viviane Amaral não será esquecida. Conversei esta noite com o secretário de Polícia Civil do Estado do Rio, delegado Alan Turnowski. Também falei com o delegado Pedro Casaes, que esteve no local do crime. Posso afiançar: esse crime não ficará impune. O feminicídio tem o repúdio veemente da sociedade brasileira. O Brasil precisa avançar. O que ocorreu nesta quinta-feira na Barra da Tijuca é absolutamente inaceitável”, afirmou Gonçalves no comunicado.

A presidente da AMB, Renata Gil, também manifestou sua indignação e repulsa ao ato criminoso.

“Nossa solidariedade aos familiares e amigos da juíza estadual Viviane Arronenzi, assassinada brutalmente, supostamente pelo ex-marido. O feminicídio é o retrato de uma sociedade marcada ainda pela violência de gênero. Precisamos combater este mal!”, declarou a magistrada.

Em comunicado, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) "lamentou profundamente a morte da juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, vítima de feminicídio na Barra da Tijuca nesta quinta-feira (24/12)".

Em sua carreira pelo TJRJ, Arronenzi atuou em decisões importantes na 16ª Vara de Fazenda Pública, como no afastamento de Rubens Teixeira do cargo de presidente da Companhia Municipal de Limpeza Ubana (Comlurb) em janeiro de 2018, e na proibição, através de uma liminar, de o governo do Rio oferecer mais dinheiro para Concessionária Rio Barra S.A., responsável pelas obras da Linha 4 do metrô do Rio, naquele mesmo mês.