Entidades recorrem ao STF para ‘matar’ nota de R$ 200; entenda

Marcus Couto
·2 minuto de leitura
Nota de R$ 200. (Foto: Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
Nota de R$ 200. (Foto: Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

O lobo guará da nota de R$ 200 mal chegou ao mercado e já é visto como uma cédula que deve ser extinta o mais rápido possível. 

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Pelo menos é essa a visão de um grupo de entidades ligadas ao TCU (Tribunal de Contas da União) e outras organizações da sociedade civil, ligadas ao combate à corrupção, que argumentam que o plano do Banco Central de criar uma nova cédula foi uma completa furada e que ele não faz mais sentido nenhum, além de causar danos à sociedade, na forma de facilitar a corrupção e estimular o assalto a bancos e caixas eletrônicos.

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Esse grupo recorre agora ao Supremo Tribunal Federal para tentar “matar” a nota de R$ 200. O projeto será analisado pela ministra Carmen Lúcia, que no ano passado já foi relatora de uma petição sobre o mesmo assunto.

As informações são de reportagem do portal de notícias UOL.

Segundo essas entidades, o argumento de que a nota de R$ 200 seria usada para o pagamento do auxílio emergencial se mostrou uma falácia: o auxílio acabou e apenas 12% das cédulas originais estimadas foram de fato produzidas.

"Ou seja, a autoridade monetária afirmou que sem a emissão de 450 milhões de novas notas em 2020, o que somaria R$ 90 bilhões, haveria grave risco de faltar numerário para pagar o auxílio emergencial. Pois bem. A última parcela do auxílio foi paga no mês passado e só 53 milhões dessas cédulas tinham entrado em circulação até 31 de dezembro”, diz a carta obtida pelo UOL.

O texto prossegue:

"Sabe-se que as melhores práticas internacionais recomendam a restrição ao uso de cédulas de alto valor em razão da forte preferência do crime organizado pelas notas maiores, uma vez que favorecem o transporte e a ocultação de montantes mais altos, beneficiando indivíduos e organizações criminosas que movimentam dinheiro vivo, obtido em atividades como corrupção, tráfico de drogas, de armas, evasão de divisas e contrabando, cujas transações que são feitas fora do sistema bancário, preferencialmente com esses bilhetes.”

Assinaram a carta membros do Instituto Não Aceito Corrupção, Transparência Partidária, Confederação Nacional das Carreiras e Atividades Típicas de Estado, Transparência Brasil, Associação Nacional dos Auditores de Controle Externo dos Tribunais de Contas do Brasil, Ministério Público Democrático, Associação da Auditoria de Controle Externo do Tribunal de Contas da União e Associação Nacional do Ministério Público de Contas.

Por fim, um outro mistério: em 2019, a diretoria do Banco Central havia acordado encerrar as emissões de notas de R$ 100, justamente para evitar os efeitos nocivos citados anteriormente.

O que mudou, então, para uma decisão contrária a essa um ano depois? Esse é o mistério do Lobo Guará, ainda não esclarecido pelo Banco Central.

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