Eleitores vão às urnas no Líbano, entre cinismo e esperança

Quando a jornada eleitoral terminar neste domingo (15) às 19h no Líbano, o país terá concluído um relativamente longo e tenebroso capítulo de sua história. Uma geração de libaneses terá tido a oportunidade de expressar (ou não) sua vontade soberana nas urnas, seja ela a voz do medo, ou a do sonho de um futuro melhor. O Parlamento libanês coloca em jogo seus 128 assentos em uma eleição histórica, que oferece a esta antiga nação do Oriente Médio uma chance de virar a página da crise.

Márcia Bechara, enviada especial da RFI ao Líbano

As seções eleitorais foram abertas às 7 horas locais sob forte segurança e já estão recebendo os primeiros eleitores libaneses neste domingo (15), mas o movimento ainda é calmo. Beirute, que concentra a maior comunidade católica maronita do país, deve consagrar algumas missas deste domingo ao “futuro do Líbano”.

Vale lembrar que no antigo "país do Cedro", as seções eleitorais são divididas por credos – e por sexo. Cada posto de votação recebe separadamente um tipo específico de comunidade religiosa, masculina ou feminina. A idade mínima para se votar no Líbano é 21 anos, pela atual lei eleitoral, que determina um voto proporcional e por região, com listas multiconfessionais e sem teto máximo de candidaturas. Cada região libanesa envia ao Parlamento um determinado número de deputados católicos maronitas, ortodoxos, drusos, muçulmanos sunitas ou xiitas.


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