Entre enigmas e labirintos, conheça os maiores e mais famosos

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Os labirintos têm atravessado milênios entre múltiplas culturas, seja fisicamente ou metaforicamente. Uma das primeiras referências a um labirinto ocorre na lenda grega de Teseus e o minotauro. Em que o hábil artesão Daedalus (que também construiu as asas para Ícaro) cria um elaborado labirinto para conter o minotauro. Na lenda, Teseus, o herói, mata a besta e consegue sair porque usa um fio de novelo para marcar o caminho.

No livro de Alison Gazzard, Mazes in Video Games, a escritora relaciona o mito a video games, onde vagueamos em labirintos destruindo montros e aumentando nossas vitórias. Alguns exemplos são Wolfenstein 3D, Pac-Man ou séries como The Legend of Zelda, que usam labirintos o tempo todo.

Labirintos reais que mexem com o imaginário

O astrólogo Walter Pullen tem uma página na internet inteiramente dedicada a labirintos, onde está disponível para download o maior já criado online. A imagem de 124mb tem mais de 27 milhões de becos-sem-saída. A página também traz recursos e links para que cada um possa construir o próprio labirinto.

Quando o maior labirinto de plantação de milho entrou para o Guinness Book tinha 40 acres. Agora com 60 acres, o labirinto do Cool Patch Pumpkins, na Califórnia, toma a mesma área que metade da cidade do vaticano.

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Por muito tempo o Dole’s Pineapple Plantation, no Havaí, foi o maior labirinto de cerca viva, com área equivalente a dois campos e meio de futebol. Mas em 2015 o título de maior do mundo passou ao labirinto de Fontanellato, na Itália, construído em uma área de 80 000m². Já o mais velho, com mais de 325 anos, está em Hampton Court, em Londres, ainda aberto para visitações.

Mas nem todos os labirintos precisam ser de milho ou cercas vivas, alguns são feitos de gelo, celofane, espelhos, livros, ou mesmo desenhados. Um zelador no Japão passou sete anos criando um dos labirintos feitos à mão mais complexos. Sua filha encontrou 30 anos depois no sótão e é possível comprar uma cópia para tentar resolver.

Estima-se que as catacumbas de Odessa, na Ucrânia, tenham algo em torno de 2.414km de labirintos subterrânios com mais de mil entradas. Algumas pessoas entraram sem nunca conseguir sair. Um dos casos mais conhecidos foi o da garota que se perdeu no ano novo e só teve o corpo encontrado depois de dois anos.

O mapa da mente

Labirintos também são usados para navegar na mente. Por cem anos cientistas têm colocado ratos em labirintos com o objetivo de entender a aprendizagem espacial e formação da memória no cérebro.

O neurocientista cognitivo Richard Morris criou o Labirinto de Água Morris, amplamente utilizado para testar os diferentes efeitos do cérebro danificado, funções de particular genes e a efetividade de novos tipos de medicamentos para alzheimer.

Já o biólogo molecular David Tank fez um labirinto em que o rato é inserido em uma realidade virtual enquanto as atividades neurais são acompanhadas durante a corrida. Dessa forma o cientista estuda as funções cerebrais e consegue inclusive fazer mapas cognitivos de como nossa memória se degrada.

Por Gislene Trindade