Entrega das obras no vale do Anhangabaú sofre novo atraso

GABRIELA BONIN
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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 28/10/2020, BRASIL -  Reforma no vale do Anhangabaú. *Rivaldo Gomes/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 28/10/2020, BRASIL - Reforma no vale do Anhangabaú. *Rivaldo Gomes/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Prefeitura de São Paulo, gestão Bruno Covas (PSDB), prorrogou por mais 30 dias o prazo da entrega da reforma do vale do Anhangabaú, na região central da cidade. A obra, iniciada em junho de 2019, já custa R$ 105,6 milhões aos cofres públicos.

A previsão inicial era de que a entrega ocorresse um ano após o início das obras, ou seja, em junho de 2020. O prazo foi estendido para 21 de setembro, mas acabou adiado para 31 de outubro e depois foi novamente prorrogado por mais 60 dias.

Com a mais recente ampliação do prazo, a data limite de execução da obra passa a ser 31 de janeiro. O pedido de adiamento foi feito pelo Consórcio Central, empresa responsável pela obra, segundo a prefeitura, e a autorização foi publicada no Diário Oficial de 29 de dezembro.

O valor inicial para a reformulação do local era de R$ 79.934.920,45, mas foi reajustado para R$ 93.892.194,54 em março do ano passado, um aumento de 17,4%. Na ocasião, o consórcio informou que o aumento do custo foi causado por imprevistos na obra e alterações do projeto da praça de esportes e adequação do sistema de fontes.

Em nota, a prefeitura disse que "o vale do Anhangabaú permanecerá fechado devido ao agravamento do número de casos de pessoas infectadas pelo Covid-19". Segundo a administração, "a prorrogação do contrato foi necessária para dar continuidade à operação assistida".

A operação assistida faz referência ao período solicitado pela empresa para adequação das fontes instaladas no local.

Segundo o projeto, o vale do Anhangabaú contará com 805 fontes, 303 pontos de iluminação, pista de skate, 12 quiosques (que futuramente vão abrigar serviços, comércio, alimentação e sanitários) e bancos.

Nos próximos dez anos, o vale do Anhangabaú será administrado pela iniciativa privada. Em outubro, a prefeitura finalizou a licitação da região e definiu que o consórcio Viaduto do Chá, formado pelas empresas G2P Partners e GMCOM Eventos e Projetos Especiais, poderá administrar comercialmente o local.

Durante a campanha eleitoral, o prefeito reeleito Bruno Covas recebeu duras críticas de adversários que compararam o valor da concessão, de R$ 6,5 milhões, ao custo da reforma.

O local vem sofrendo com seguidos alagamentos. Na semana passada, o túnel Papa João Paulo 2º, que fica próximo, teve de ser interditado.