Enviado da ONU visita Tigré e exige acesso humanitário

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O subsecretário das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Martin Griffiths, visitou a região de Tigré, na Etiópia, abalada pela violência (AFP/Fabrice COFFRINI)

O subsecretário da ONU para Assuntos Humanitários visitou a região do Tigré, na Etiópia, neste domingo(7), pedindo um melhor acesso da ajuda aos civis em meio a confrontos crescentes entre as forças rebeldes e do governo.

Na capital Mekele, Martin Griffiths se reuniu com as "autoridades de fato" da região e insistiu na "necessidade de acesso humanitário e proteção de civis em todas as áreas sob seu controle", segundo um porta-voz da ONU .

Griffiths mais tarde retornou a Addis Abeba.

Outras fontes disseram que Griffiths se reuniu em Mekele com Olusegun Obasanjo, um representante da União Africana para o Chifre da África, que estava lá para encontrar Debretsion Gebremichael, chefe da Frente de Libertação Popular do Tigré (TPLF).

A TPLF, que há muito detém o poder na Etiópia, foi derrubada por Abiy Ahmed, que se tornou primeiro-ministro em 2018 em meio a protestos antigovernamentais. Em seguida, Gebremichael partiu para o Tigré, a região mais ao norte da Etiópia.

Após meses de tensão, Abiy Ahmed, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2019, enviou o exército etíope ao Tigré em novembro de 2020. A missão era remover as autoridades regionais apoiadas pela TPLF que continuaram a desafiar sua autoridade.

Ahmed logo proclamou vitória, mas em junho os combatentes da TPLF recuperaram o controle de grande parte da área, antes de avançar para as regiões de Afar e Amhara.

Recentemente, as tensões se agravaram, enquanto as forças rebeldes avançavam sobre Adis Abeba com a intenção de derrubar Ahmed.

Apesar da intensa atividade diplomática, os combatentes de ambos os lados não atenderam aos apelos da comunidade internacional por um cessar-fogo.

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