Envolvida em escândalo de assédio sexual, CBF tem programa de compliance premiado e referência para Fifa

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Uma denúncia de assédio sexual e moral derrubou Rogério Caboclo da presidência da CBF. O cartola foi afastado do cargo pela Comissão de Ética da entidade no domingo, dois dias depois de uma funcionária formalizar uma queixa sobre episódios que teriam começado há um ano. Curiosamente, a conferação brasileira é uma referência no futebol em termos de compliance.

Em 2017, a CBF foi escolhida pela Fifa para apresentar seus programas de governança e conformidade — à época um dos mais avançados do mundo — para representantes de outras federações num evento realizado na Suíça.

O reconhecimento continuou, e a CBF recebeu o prêmio de compliance mais inovador de 2018 oferecido durante o Global Counsel Awards, em Nova York, nos Estados Unidos. O evento reconheceu as principais iniciativas da área de governança com atuação no mercado mundial.

— É um importante reconhecimento da atual gestão da CBF, que incentiva e apoia o desenvolvimento da área de governança e conformidade, instrumento fundamental para que a gestão do futebol brasileiro continue no caminho da ética e transparência — declarou ao site da entidade o diretor de governança e conformidade, André Megale.

Foi o próprio Megale quem, no sábado à noite, assinou uma carta em que recomendava a Caboclo que se afastasse voluntariamente do cargo. Diante da recusa do cartola, a Comissão de Ética da CBF agiu.

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