Epidemia de meningite deixa 745 mortos em cinco meses na Nigéria

Um médico no hospital de Maiduguri, na Nigéria, no dia 18 de janeiro de 2017

Uma epidemia de meningite declarada há cinco meses já deixou 745 mortos no norte da Nigéria, anunciou nesta quarta-feira o centro nigeriano de vigilância de doenças NCDC.

"Foram registrados 745 falecimentos" em um total de mais de 8.000 casos suspeitos, apesar de uma ampla campanha de vacinação lançada pelas autoridades, segundo um comunicado oficial.

Um balanço de 12 de abril apontava 489 mortos.

A grande maioria de casos de suspeita (93%) ocorreu em cinco estados do norte da Nigéria: Zamfara, Sokoto, Katsina, Kebbi e Niger.

O NCDC e seus sócios implementaram uma "vigilância reforçada para detectar rapidamente novos casos, vacinar a população de maior risco e tratar as pessoas diagnosticadas como portadoras da doença".

Cerca de 420.000 pessoas já foram vacinadas, e a Nigéria ainda deve receber 823.000 doses de vacina do Reino Unido para continuar a campanha lançada em 5 de abril, declarou na semana passada o ministro da Saúde, Osagie Ehanire, assegurando que "a epidemia já não avança. Começa a estacionar".

As epidemias de meningite são habituais na Nigéria, país com 190 milhões de habitantes situado no "cinturão da meningite", que vai do Senegal até a Etiópia. Mas os casos atuais seriam de um novo tipo de cepa, segundo análises de laboratório.

É a primeira vez que se declara epidemia no país.

As crianças de cinco a 14 anos são o grupo mais afetado e representam a metade dos casos registrados, informou em 24 de março a Organização Mundial da Saúde (OMS).