Episódios de violência na Filadélfia após morte de homem negro pela polícia

·2 minuto de leitura
Bandeira dos EUA com os dizeres "Não consigo respirar" em referência à morte de George Floyd é erguida em protesto antirracista em Los Angeles
Bandeira dos EUA com os dizeres "Não consigo respirar" em referência à morte de George Floyd é erguida em protesto antirracista em Los Angeles

A cidade americana da Filadélfia foi palco de protestos e confrontos com as forças de segurança, que deixaram dezenas de policiais feridos na noite de segunda-feira após a morte de um homem negro pelas mãos da polícia. 

A violência começou depois que um homem de 27 anos, identificado como Walter Wallace Jr., recebeu vários tiros de dois policiais quando não representava uma ameaça iminente, como mostra um vídeo que circula nas redes sociais. 

Os policiais foram enviados pela tarde ao bairro de West Philadelphia, após receberem uma ligação alertando que um homem portava uma faca. 

Wallace Jr. se recusou soltar sua arma apesar das ordens dos policiais, segundo Eric Gripp, porta-voz do Departamento de Polícia da Filadélfia. 

Segundo seu pai, entrevistado pelo jornal Philadelphia Inquirer, a vítima tinha problemas psicológicos e estava em tratamento. "Por que não usaram uma Taser?", questionou referindo-se a uma pistola de corrente elétrica. 

"Sua mãe estava tentanto acalmar a situação", acrescentou. 

Algumas horas após o incidente, cerca de 300 manifestantes se reuniram nas ruas para protestar contra a violência policial e o racismo, o que foi sucedido por confrontos com os uniformizados. 

Trinta policiais ficaram feridos e vários foram hospitalizados, disse à AFP a polícia da Filadélfia. 

A maioria das feridas foram provocadas por objetos usados como projéteis, incluindo tijolos jogados por manifestantes. Uma policial foi atropelada por um veículo, disse um porta-voz da organização. 

Alguns manifestantes destruíram negócios e incendiaram uma patrulha policial e vários foram detidos, segundo as autoridades. 

Uma onda de protestos antirracistas, que às vezes derivaram em episódios de violência, percorreu os Estados Unidos desde a morte de George Floyd, um homem negro assassinado por um policial branco no final de maio.

"Assisti o vídeo deste trágico incidente e que levanta perguntas difíceis que devem ser respondidas", disse o prefeito da Filadélfia, Jim Kenney, sobre a morte de Wallace Jr. e anunciou que abriria uma investigação.

"Estamos monitorando a situação de perto. Estamos prontos para implantar recursos federais, caso seja necessário. O presidente Trump não tolerará a violência contra as forças de ordem dos Estados Unidos", declarou por sua vez Alyssa Farah, diretora de comunicações da Casa Branca.

dax/leo/ll/dga/aa