Equador afirma ter controle total sobre prisão onde 68 morreram em rebelião

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Policiais equatorianos retiram, do alto de um muro, o corpo de um detento assassinado na prisão de Guayas 1, em Guayaquil, no Equador, em 13 de novembro de 2021 (AFP/Nicola Gabirrete)

Policiais e militares assumiram nesta terça-feira (16) o controle total de uma prisão no Equador onde confrontos entre grupos rivais deixaram 68 mortos no fim de semana, afirmou o chefe do sistema penitenciário.

Após a violência que estourou na sexta-feira à noite e se estendeu até sábado - com ataques entre presos com armas, facões e explosivos -, no domingo as autoridades descreveram como silencioso o presídio, localizado na cidade de Guayaquil. Segundo as mesmas, as gangues que entraram em conflito estão ligadas a organizações do tráfico de drogas.

Uma força de segurança combinada de 1.000 membros começou ontem a penetrar em sucessivos perímetros de segurança ao redor e dentro da prisão, mas ainda não havia entrado nas alas onde ficam as celas. Nesta terça-feira, a polícia e soldados entraram nessa parte da penitenciária superlotada e assumiram o controle da mesma.

O chefe do sistema carcerário, Fausto Cobo, classificou a situação como "sob controle". "Estamos intervindo dentro dos blocos", disse.

Outra rebelião na mesma prisão no sudoeste do Equador em setembro deixou 119 mortos, tornando-se o maior massacre da história do país e um dos piores da América Latina.

Mais de 320 presidiários foram mortos até agora em 2021 no Equador. Os últimos distúrbios aconteceram apesar do estado de emergência imposto no sistema prisional do Equador após o massacre de setembro.

Localizado entre os maiores produtores de cocaína do mundo, Colômbia e Peru, o Equador observou uma onda de violência atribuída a combates entre grupos rivais do narcotráfico. O país, de 17,7 milhões de habitantes, é popular entre os traficantes por causa de suas fronteiras porosas, da economia dolarizada e dos grandes portos marítimos para exportação.

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