Equador diz que evitou novos confrontos em presídio onde 44 presos morreram

Penitenciária Bellavista da província Santo Domingo de los Tsáchilas, em 9 de maio de 2022 (AFP/Juan Carlos Pérez) (Juan Carlos Pérez)

Policiais e militares do Equador impediram nesta quarta-feira (11) uma nova tentativa de motim no mesmo presídio onde morreram 44 detentos esta semana, informou o SNAI, organismo responsável pela administração das prisões.

Autoridades "evitam motim" na prisão Bellavista de Santo Domingo, a cerca de 80 km de Quito, apontou o SNAI em sua conta do Twitter.

A entidade acrescentou que, "diante do alerta de possíveis incidentes", a Polícia e as Forças Armadas realizaram operações de controle e que "não foram registradas agitações" dentro do centro carcerário.

Do lado de fora do presídio de Bellavista, havia uma forte presença de militares e policiais em carros e motos, segundo imagens publicadas pela organização na mesma rede social.

Policiais também foram vistos percorrendo o interior dos pavilhões onde os internos estão alojados.

Na madrugada de domingo para segunda-feira, 44 presos morreram esfaqueados em suas celas na prisão de Bellavista durante uma briga entre gangues rivais.

Este é o sexto massacre em uma prisão no Equador registrado desde fevereiro de 2021, elevando para quase 400 o número de prisioneiros mortos em tumultos violentos dentro das penitenciarias.

Após o violento conflito, 220 detidos fugiram da prisão. As autoridades anunciaram a recaptura de 200 deles e ofereceram uma recompensa de até 5.000 dólares por informações sobre o paradeiro daqueles que seguem fugitivos.

Para conter a violência, o governo do presidente Guillermo Lasso transferiu seis líderes de gangues para dois presídios de segurança máxima.

A rebelião na prisão de Santo Domingo ocorreu um mês após uma semelhante na prisão de El Turi, que deixou 20 mortos.

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