Comitê recomenda estado de exceção a 70% dos equatorianos para conter a covid

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A vice-presidente do Equador, María Alejandra Muñoz

O Comitê de Operações de Emergência (COE) recomendou nesta quinta-feira (1) ao presidente do Equador, Lenín Moreno, a declaração do estado de exceção em oito das 24 províncias do país, onde moram 70% dos 17,4 milhões de habitantes do país, devido a um repique dos casos de coronavírus.

Recomenda-se ao presidente "a declaração do estado de exceção por 30 dias nas províncias de Azuay, El Oro, Esmeraldas, Guayas, Manabí, Pichincha, Santo Domingo de los Tsáchilas e Loja", anunciou Juan Zapata, diretor do Sistema de Segurança ECU-911, porta-voz do COE, encarregado da gestão da pandemia no Equador.

Ele esclareceu que "serão garantidas as medidas para que a população exerça seu direito ao voto" no segundo turno das eleições presidenciais em 11 de abril.

E expressou que devido "ao aumento e à velocidade dos contágios, previsível aumento da desobediência civil e relaxamento das medidas de autocuidado, torna-se indispensável a adoção de medidas que aumentem as garantias de segurança sanitária".

O Equador registra 330.388 casos de covid-19 desde o início da pandemia, incluindo 16.877 mortos.

O COE estabeleceu nestes territórios, onde moram 12 milhões de pessoas, várias medidas a serem cumpridas inicialmente entre 2 e 9 de abril, como o toque de recolher noturno de nove horas.

Além disso, prevê a suspensão do trabalho presencial no setor público entre 5 e 9 de abril e a proibição de todo tipo de reunião em locais públicos.

"O que está sendo avaliado é a probabilidade, de fato, de toques de recolher muito, muito direcionados", disse mais cedo a vice-presidente, María Alejandra Muñoz, no porto de Guayaquil (sudoeste).

Devido ao repique dos casos, cidades como Guayaquil, um dos primeiros focos da pandemia na América Latina, decidiram esta semana proibir a circulação de veículos à noite por 10 horas. Um ano atrás, no pior momento da crise, seu sistema sanitário e funerário chegou a colapsar.

Quito, que lidera o número de positivos para a doença no país, com mais de 106.000 casos, mantém restrições similares.

Às vésperas dos três dias de feriado da Semana Santa, outros municípios equatorianos acordaram fechar as praias do país para conter uma nova onda de covid-19.

Embora os prefeitos possam declarar restrições à circulação em suas jurisdições, para o resto do território nacional só cabe o estado de exceção, que é de atribuição exclusiva do presidente da República.

Por causa da pandemia, o Equador fechou há um ano suas fronteiras terrestres e marítimas e as aulas presenciais foram suspensas.

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