Equador retoma estado de exceção e toque de recolher devido à pandemia

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(Arquivo) O presidente do Equador, Lenin Moreno

O presidente do Equador, Lenín Moreno, impôs nesta segunda-feira (21), pela terceira vez no ano, um estado de exceção que durará um mês e inclui um toque de recolher de seis horas por dia, para conter o avanço da pandemia de covid-19 .

"Vamos cuidar de nossas famílias, não vamos ceder, não vamos colocar nossas vidas em risco", argumentou Moreno ao anunciar as medidas, em entrevista coletiva em Santa Elena (sudoeste).

Diante da nova mutação do coronavírus no Reino Unido, o Equador também manterá a exigência de que pessoas desse país, além da Austrália, África do Sul e União Europeia (UE), apresentem teste PCR negativo, realizado até dez dias antes da viagem.

Além disso, ao chegarem aos aeroportos equatorianos, farão um teste rápido e deverão ser mantidos isolados em um hotel por cinco dias.

As medidas, em vigor a partir desta segunda-feira, "podem ser ampliadas", disse Moreno. O atual estado de exceção, que permite restringir a liberdade de movimento e reuniões, terá a duração de 30 dias.

O toque de recolher será aplicado das 22h às 04h locais (00h e 06h de Brasília) e permanecerá em vigor por 15 dias. “No mesmo período, será aplicada a lei seca”, disse o presidente.

O Equador suspendeu o estado de emergência em 13 de setembro, após seis meses de vigência, e flexibilizou as medidas de confinamento.

Segundo Moreno, cerca de 80.000 pessoas se aglomeraram nos últimos dias no porto de Guayaquil (sudoeste). Em Quito, a cidade com o maior número de infectados (67.812 casos), cerca de 65 mil foram no sábado a um mercado popular.

O governante também proibiu a tradicional queima de bonecos em espaços públicos na virada do ano e limitou as confraternizações a dez pessoas.

Também reduziu a capacidade de shopping centers para 50% e de restaurantes para 30%. As praias serão fechadas nos dias 24, 25, 31 de dezembro e 1º de janeiro.

O Equador, com 17,5 milhões de habitantes, já registrou 206.329 casos (1.179 por 100.000 habitantes) e 13.949 óbitos entre confirmados e prováveis até esta segunda-feira.

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