Equador retoma restrições devido ao relaxamento social diante da pandemia

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(Arquivo) Turistas aproveitam praia no arquipélago de Galápagos, Equador
(Arquivo) Turistas aproveitam praia no arquipélago de Galápagos, Equador

Cada vez mais equatorianos relaxam diante da pandemia de covid-19, que levou cidades como Guayaquil a anunciar restrições nos fins de semana e festas de final de ano, enquanto em Quito as aglomerações se multiplicaram, o principal vetor de contágio.

Guayaquil (sudoeste), uma das primeiras fontes de infecção na América Latina, restringiu a venda de bebidas alcoólicas de quinta a domingo e feriados, anunciaram as autoridades na quarta-feira.

A cidade, que experimentou o pior da pandemia entre março e abril, também proibiu festas temáticas e eventos massivos de Natal e Ano Novo para evitar multidões.

Há "um aumento sustentado das mortes, da ocupação de leitos e do número de contágios diários de covid-19, devido às medidas de flexibilização que os cidadãos têm adotado", disse a prefeita de Guayaquil, Cynthia Viteri.

O responsável disse que "nos últimos 28 dias morreram em média 6 pessoas por dia" de covid-19 e que a ocupação dos leitos em cuidados intensivos é de 95% em Guayaquil.

"A única vacina existente que temos até o momento é a máscara. Esse é um alerta geral para a cidade", afirmou.

Quito ainda não anunciou medidas semelhantes, mas está preocupado com o aumento de multidões nos últimos quatro dias do feriado.

Na capital equatoriana, onde vivem 2,8 milhões de pessoas, "na semana anterior tivemos 370 aglomerações. Desta vez, 1.093. Há um crescimento de 196%", disse Zapata.

Quito é a cidade com maior número de infectados no Equador, com 55.191 casos de coronavírus. Guayaquil vem em seguida com 15.510 infectados.

"O público relaxou" diante da pandemia, disse Juan Zapata, diretor do Serviço de Segurança Integrada ECU911, em declarações divulgadas nesta quinta-feira pelo canal Teleamazonas.

O Equador, com 17,5 milhões de habitantes, registra 171.433 infectados e 12.704 óbitos, entre confirmados e prováveis.

O último feriado no Equador, no qual cerca de 400.000 turistas foram mobilizados, o ECU911 registrou 5.314 multidões e 1.055 festas clandestinas.

Países como Reino Unido, Grécia e França voltaram a aplicar medidas gerais de restrições para conter o avanço da segunda onda de coronavírus.

A Itália impôs um toque de recolher, assim como a Áustria.

Enquanto isso, a região das Américas viveu nos últimos sete dias uma das piores semanas da pandemia com quase um milhão de novos casos notificados, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

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