Equador tem mais uma chacina em prisões, a terceira no ano, e 13 detentos morrem

Uma briga em uma prisão no Equador na tarde desta segunda-feira deixou 13 presos mortos e dois feridos, informou o SNAI, órgão estatal responsável pelo sistema carcerário do país.

Esta é a terceira chacina em prisões equatorianas no ano, e o total de presos mortos em 2022 chega a 77. Desde o ano passado, foram oito morticínios, com 393 detidos mortos.

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O SNAI acrescentou que com o apoio de policiais e militares "foi retomado o controle" do presídio da província de Santo Domingo de los Tsáchilas, a 80 km de Quito, onde houve a nova revolta entre os reclusos.

Em maio, aconteceu uma rebelião nessa prisão, que deixou ao menos 44 presos mortos, entre eles dois venezuelanos, e 11 feridos, incluindo um policial.

Durante aquela rebelião, 220 presidiários fugiram. Quase todos foram recapturados depois.

O alerta de novos confrontos começou a correr horas antes de as autoridades confirmarem oficialmente as brigas no presídio.

Parentes de detidos começaram a alertar para ligações feitas por internos desesperados, que alertavam para problemas naquele centro.

Horas depois, o SNAI informou haver o registro de "uma briga no interior do centro" penitenciário, pelo que solicitou imediatamente o apoio da polícia, das Forças Armadas e do Ministério da Saúde.

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Assim como nos outros massacres, houve uma carnificina. Fotos de corpos mutilados circularam em mídias sociais. As vítimas ainda não foram identificadas.

No ano passado, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (Cidh), que esteve no Equador após os massacres, informou que 316 pessoas privadas de liberdade morreram sob custódia do Estado e centenas de outras ficaram feridas, em uma sucessão de atos violentos cometidos por grupos criminosos.

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