Equatoriana diz ganhar R$ 13 mil por dia catando piolho nos EUA

Imigrante nos Estados Unidos ganha a vida retirando piolhos da cabeça das pessoas nos EUA. (Foto: Getty Creative).
Imigrante nos Estados Unidos ganha a vida retirando piolhos da cabeça das pessoas nos EUA. (Foto: Getty Creative).

Quando chegou aos Estados Unidos em 2014, a equatoriana Eliana Ortega não pensou que ganharia a vida extraindo piolhos da cabeça de outras pessoas. Mas, depois de trabalhar em muitas funções, ela queria ter flexibilidade de horário para ficar mais tempo com a filha de oito anos. Foi então que ela foi contratada por uma empresa para catar piolho. As informações são do G1.

Depois de dois meses na companhia, Eliana decidiu se especializar no Instituto Shepperd, na Flórida, que dá cursos de especialização em retirada de piolhos.

Em 2015 a empreendedora abriu seu próprio escritório, chamado de “Larger Than Lice”, que remete a expressão americana cujo significado é remete a algo que é muito importante (“larger than life”, ou maior que a própria vida) e o termo em inglês para piolhos (“lice”).

Desde então, ela expandiu o negócio e já fatura US$ 2.500 por dia de trabalho (aproximadamente R$ 13 mil). A empresária conta ainda com um site em que oferece produtos para tratamento de cabelo e dá cursos para pessoas que queiram entrar nesse mercado.

O serviço é oferecido com discrição por que segundo Eliana, as pessoas têm vergonha em assumir que estão com os bichinhos na cabeça. Ela mesma assume que quando começou o negócio tinha receio em dizer sua profissão e se apresentava apenas como empresária.

O valor da remoção varia entre US$ 165 a US$ 260, a depender do volume e tamanho do cabelo. Há ainda a opção gratuita de uma consulta virtual para checagem do cabelo e de atendimento domiciliar com o custo partindo de $150.

Ortega conta, sem dar nomes, que já tirou piolhos de uma filha de um ex-presidente. “O piolho ataca ricos e pobres”, avalia.

Insetos na cabeça

Os piolhos nada mais são do que pequenos insetos que parasitam o homem, sugando o sangue do couro cabeludo. Com isso, ocorre uma doença chamada pediculose que leva a coceira intensa e, em último caso, a pequenos ferimentos.

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